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Ampliação de despesas com reajuste do Bolsa Família é preocupante, avalia Fiemg

Estadão Conteúdo 17/09/2026 16:46

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em nota divulgada nesta quinta-feira, 17, questionou a decisão do governo federal de reajustar o valor dos benefícios do Bolsa Família em 15,04%, em anúncio feito a pouco mais de 15 dias antes do primeiro turno das eleições.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A Federação afirma reconhecer a importância de políticas de transferência de renda, mas avalia que a decisão do reajuste deveria ter sido acompanhado de absoluta transparência sobre fontes de financiamento, impactos fiscais e sustentabilidade da medida ao longo dos anos. Segundo o Ministério da Fazenda, o reajuste do benefício custará R$ 22,7 bilhões aos cofres públicos em 2027 e 2028.

O economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio, afirmou que política social e responsabilidade fiscal precisam caminhar juntas e alertou que não há clareza em relação à sustentabilidade da medida. Para Pio, cresce o risco de maior endividamento, juros elevados, crédito mais caro e menor capacidade de investimento para famílias e empresas.

Pio avalia ainda que a redução do espaço fiscal por conta da medida tende a pressionar a dívida pública e os juros, afetando investimento produtivo e geração de empregos. A Federação questionou o fato da decisão envolvendo recursos do governo ter sido feita durante o período eleitoral e cobrou do Estado compromisso com o equilíbrio das contas públicas e com as condições necessárias para o crescimento econômico.

SESC PICASSO
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