O mercado agropecuário do Espírito Santo registra oscilações pontuais nesta quinta-feira (26), com destaque para o café Conilon, hortifrutigranjeiros nas Centrais de Abastecimento e estabilidade nas proteínas animais. Os dados têm como base levantamentos do Cepea e da Ceasa-ES.
No café, o Conilon — principal variedade produzida no estado — acompanha o movimento do robusta no mercado nacional. O indicador do robusta encerrou a quarta-feira cotado a R$ 1.055,17 por saca de 60 kg, com alta diária de 1,06%, apesar de ainda acumular queda no mês. No Espírito Santo, onde se concentra a maior parte da produção brasileira da variedade, os preços seguem influenciados pela oferta disponível e pela demanda das indústrias e exportadores.
Entre os hortifrutigranjeiros comercializados na Ceasa-ES, em Cariacica, produtos básicos apresentam variações moderadas conforme volume de entrada. Batata, cebola e tomate seguem entre os itens de maior giro no atacado, com preços ajustados de acordo com a oferta regional e interestadual. A mandioca e o inhame mantêm procura estável, refletindo consumo interno consistente. O ovo de granja também permanece com valores firmes no atacado, influenciado pelos custos de produção.
No segmento de grãos, o milho mantém tendência de alta moderada no cenário nacional, sendo negociado a R$ 69,28 a saca de 60 kg, com avanço mensal acumulado. A soja apresenta leve recuo no Paraná, movimento que pode influenciar negociações futuras no estado, principalmente para produtores que operam com contratos atrelados às referências externas.
No mercado pecuário, o boi gordo é cotado a R$ 351,00 a arroba em São Paulo, com alta diária de 0,26% e valorização acumulada no mês. O Espírito Santo acompanha o comportamento nacional, embora as negociações locais variem conforme escala de abate e demanda dos frigoríficos regionais. Frango congelado, frango resfriado e carcaça suína registram estabilidade, indicando equilíbrio entre oferta e consumo.
O cenário desta quinta-feira no agro capixaba mostra um mercado atento às oscilações externas, mas com dinâmica própria nos hortifrutis e no café Conilon, que seguem como pilares da economia rural do Espírito Santo.