Mercado abre com avanço de importantes commodities agrícolas; café robusta chega a R$ 941,57 e boi gordo é negociado a R$ 358,20 por arroba.
O mercado agropecuário brasileiro chega ao fim da semana com alta nas cotações da soja, do trigo, do boi gordo e dos cafés arábica e robusta. Açúcar também avança no mercado paulista, enquanto o milho registra pequena queda e os preços do frango apresentam comportamento misto.
Os dados são dos indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), referentes ao fechamento de quinta-feira (24) e utilizados como referência para as negociações desta sexta-feira (25).
Soja
A saca de 60 quilos da soja é negociada a R$ 155,11 no Paraná, após avanço de 0,03%. Em Paranaguá, importante referência para a comercialização destinada à exportação, a alta foi de 0,12%, com a saca cotada a R$ 161,84.
No acumulado de setembro, a soja registra valorização de 2,51% no indicador do Paraná e de 1,51% em Paranaguá.
Trigo
O trigo também encerrou a quinta-feira em alta nos dois principais mercados acompanhados pelo Cepea.
No Rio Grande do Sul, a tonelada alcançou R$ 1.432,54, avanço diário de 1%. No Paraná, a cotação ficou em R$ 1.539,43 por tonelada, alta de 0,38%.
O desempenho mensal chama atenção. O trigo acumula valorização de 6,19% no Rio Grande do Sul e de 5,70% no Paraná em setembro.
Boi gordo
No mercado pecuário, o indicador do boi gordo Cepea/Esalq avançou 0,22%, com a arroba negociada a R$ 358,20 em São Paulo.
A sequência recente é de valorização: o indicador passou de R$ 352,90 em 18 de setembro para R$ 358,20 no fechamento do dia 24. No mês, a alta acumulada chega a 4,01%.
Frango
O frango congelado permaneceu estável em R$ 8,32 por quilo nas regiões paulistas acompanhadas pelo indicador. Apesar da estabilidade diária, a valorização acumulada no mês chega a 13,66%.
O frango resfriado recuou 0,60% e passou a R$ 8,30 por quilo. Ainda assim, registra alta de 13,85% em setembro.
Suínos
A carcaça suína especial permaneceu estável nos atacados da Grande São Paulo, negociada a R$ 8,12 por quilo. No mês, porém, acumula valorização de 11,08%.
Entre os mercados de suíno vivo acompanhados pelo Cepea, o Paraná apresentou o menor preço, de R$ 4,83 por quilo, apesar da alta diária de 2,33%.
Em Minas Gerais, o suíno vivo chegou a R$ 5,56 por quilo. Em São Paulo, ficou em R$ 5,36; em Santa Catarina, R$ 4,89; e no Rio Grande do Sul, R$ 4,88.
Café
Os dois principais tipos de café comercializados no país fecharam em alta.
O café arábica avançou 0,25%, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 1.516,81. Apesar da recuperação diária, o indicador acumula queda de 13,25% em setembro.
O café robusta, espécie à qual pertence o Conilon produzido em larga escala no Espírito Santo, subiu 0,34%. A saca foi negociada a R$ 941,57. No mês, a retração acumulada é de 7,88%.
A diferença entre os dois mercados é relevante. O arábica é uma espécie distinta, predominante em estados como Minas Gerais e São Paulo e muito utilizada em cafés de maior valor agregado. O Conilon cultivado no Espírito Santo pertence à espécie Coffea canephora, assim como outros cafés classificados comercialmente como robusta.
Açúcar
O açúcar cristal branco avançou 0,87% no mercado paulista, com a saca de 50 quilos cotada a R$ 121,13. A valorização acumulada no mês chega a 6,49%.
Em Santos, porém, o indicador FOB apresentou queda de 0,23%, para R$ 126,53 por saca, considerando a média de preços sem impostos. Nesse mercado, setembro ainda acumula retração de 1,06%.
Milho
O milho apresentou estabilidade praticamente absoluta. A saca de 60 quilos foi negociada a R$ 69,81, queda de apenas 0,01% em relação ao fechamento anterior.
No acumulado de setembro, o cereal registra recuo de 0,60%.
As cotações mostram um fechamento de semana predominantemente positivo para algumas das principais commodities do agronegócio brasileiro. Soja, trigo, boi gordo, café e açúcar no mercado paulista avançaram no último levantamento, enquanto milho e frango tiveram oscilações pequenas ou pontuais.
No caso do café, apesar das altas desta sexta-feira, o comportamento mensal permanece negativo: tanto o arábica quanto o robusta ainda acumulam perdas expressivas em setembro.