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Agro Brasil Semanal: açúcar dispara, soja e milho avançam e café encerra semana em queda

Açúcar cristal acumula alta de quase 6% em São Paulo, enquanto soja, milho e boi gordo terminam o período valorizados; arábica e robusta seguem na direção contrária.

Vitória News 28/08/2026 06:56
Agro Brasil Semanal: açúcar dispara, soja e milho avançam e café encerra semana em queda
Imagem gerada por IA/VN

O mercado de commodities agrícolas encerra a semana com valorização da soja, do milho, do açúcar e do boi gordo, enquanto o café apresentou uma das principais quedas entre os produtos acompanhados. Os indicadores do Cepea/Esalq referentes a quinta-feira (27) também mostram avanço do trigo e estabilidade em parte do mercado de proteínas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A soja manteve trajetória positiva nos últimos dias. No indicador do Paraná, a saca de 60 quilos passou de R$ 146,70 na sexta-feira passada (21) para R$ 149,21 nesta quinta-feira, valorização de aproximadamente 1,71%.

Em Paranaguá, o avanço no mesmo período foi de cerca de 0,89%, com a saca subindo de R$ 153,68 para R$ 155,05. No acumulado de agosto, as altas chegam a 8,70% no Paraná e 7% em Paranaguá.

O trigo também terminou o período em terreno positivo, apesar da pequena queda registrada no Paraná na última cotação. A tonelada paranaense estava em R$ 1.446,76 no dia 21 e chegou a R$ 1.449,36 nesta quinta-feira, variação positiva de aproximadamente 0,18%.

SESC PICASSO

No Rio Grande do Sul, o movimento foi mais forte. A tonelada passou de R$ 1.326,73 para R$ 1.345,65, avanço de cerca de 1,43% na semana.

Entre as proteínas animais, o boi gordo recuperou parte das perdas e encerrou a quinta-feira cotado a R$ 344,50 por arroba em São Paulo. Na comparação com os R$ 343,20 registrados no dia 21, houve valorização de aproximadamente 0,38%.

Apesar da recuperação semanal, o indicador bovino ainda acumula queda de 0,59% em agosto.

O frango também terminou a semana com preços acima dos observados na sexta-feira anterior. O quilo do congelado passou de R$ 7,22 para R$ 7,30, alta de aproximadamente 1,11%. O resfriado avançou de R$ 7,24 para R$ 7,27, ganho próximo de 0,41%.

Já a carcaça suína especial permaneceu em R$ 7,38 o quilo entre os dias 21 e 27. No mês, porém, o produto acumula queda expressiva de 10,22%.

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No suíno vivo, os preços desta quinta-feira ficaram em R$ 5,02 por quilo em Minas Gerais, R$ 4,53 no Paraná, R$ 4,62 no Rio Grande do Sul, R$ 4,58 em Santa Catarina e R$ 4,86 em São Paulo. Todos esses mercados ainda apresentam perdas no acumulado de agosto.

O café foi um dos principais destaques negativos da semana.

A saca de 60 quilos do arábica caiu de R$ 1.803,76 na sexta-feira passada para R$ 1.742,74 nesta quinta-feira. A retração no período foi de aproximadamente 3,38%.

A queda foi suficiente para praticamente eliminar a valorização acumulada no mês. O indicador do arábica apresenta agora variação negativa de 0,08% em agosto.

O robusta também perdeu força. A saca passou de R$ 1.051,93 para R$ 1.021,90 entre os dias 21 e 27, redução de aproximadamente 2,85%. No mês, a desvalorização já chega a 6,47%.

Na direção oposta, o açúcar cristal apresentou o movimento de alta mais expressivo entre as commodities acompanhadas.

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Em São Paulo, a saca de 50 quilos passou de R$ 104,37 para R$ 110,59 em uma semana, valorização de aproximadamente 5,96%. No acumulado de agosto, o avanço alcança expressivos 20,86%.

No mercado de Santos, o açúcar cristal saiu de R$ 126,50 para R$ 128,08, aumento de aproximadamente 1,25% no período. A valorização mensal chega a 20,50%.

O milho completou a semana com sequência de avanços. A saca de 60 quilos passou de R$ 67,90 no dia 21 para R$ 69,05 nesta quinta-feira, alta aproximada de 1,69%.

No acumulado de agosto, o cereal registra valorização de 5,82%.

O balanço semanal mostra, portanto, um mercado dividido. Soja, milho, açúcar e boi gordo terminaram o período acima dos níveis da sexta-feira anterior, enquanto os dois principais tipos de café negociados no país sofreram perdas. O açúcar cristal se destacou pela valorização, enquanto o robusta permanece entre as commodities com pior desempenho acumulado no mês.

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