Mesmo com redução em agosto, custo dos alimentos na capital capixaba acumula avanço de 6,26% em relação ao mesmo mês de 2025
A cesta básica ficou mais barata em Vitória em agosto, acompanhando o movimento observado na maior parte das capitais brasileiras. Apesar da redução no mês, porém, a capital capixaba continua entre as cidades com maior aumento no custo dos alimentos na comparação com o ano passado.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cesta acumula alta de 6,26% em Vitória na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês de 2025.
O percentual coloca a capital do Espírito Santo entre as maiores altas anuais registradas no país. Vitória aparece atrás apenas de Goiânia, onde o aumento chegou a 7,51%, e Cuiabá, com 6,42%.
No levantamento mensal, a cesta ficou mais barata em 25 das 27 capitais pesquisadas. As únicas exceções foram Maceió, onde houve alta de 1,43%, e São Luís, com aumento de 0,78%. Vitória, portanto, integrou o grupo de capitais que registraram redução de preços em agosto.
Batata, café, tomate e feijão ajudam na queda
Alguns alimentos importantes para o orçamento das famílias ficaram mais baratos no mês.
A batata apresentou redução de preços em todas as cidades pesquisadas nas regiões Centro-Sul do país. O café em pó ficou mais barato em 23 capitais.
Tomate e feijão também contribuíram para a redução da cesta básica em agosto.
Na direção contrária, pão francês, óleo de soja, leite integral e arroz agulhinha registraram aumento de preços na maior parte das capitais pesquisadas.
Queda no mês não elimina pressão acumulada
O resultado mostra uma diferença importante para o consumidor capixaba: os preços deram algum alívio em agosto, mas permanecem significativamente acima dos registrados há um ano.
Enquanto Vitória acumula aumento de 6,26% em 12 meses, apenas Brasília, com queda de 0,64%, e Palmas, com recuo de 0,27%, registraram redução no custo da cesta na comparação anual.
No país, São Paulo continua com a cesta básica mais cara, avaliada em R$ 900,59. Na sequência aparecem Cuiabá, com R$ 851,57, Rio de Janeiro, com R$ 851,19, e Florianópolis, com R$ 850,90.
Entre os menores valores estão Aracaju, com R$ 570,98, Natal, com R$ 627,42, Maceió, com R$ 627,45, e Salvador, com R$ 628,89.
Salário mínimo necessário
Com base no custo da cesta mais cara do país e nas demais despesas previstas constitucionalmente para uma família, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 7.565,86.
O valor corresponde a 4,67 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.621.
Fonte: Dieese, Conab e ABr