Capital capixaba supera Florianópolis, assume o topo entre 423 municípios e alcança a melhor avaliação do país em sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública
Vitória alcançou uma posição inédita entre os municípios brasileiros. A capital do Espírito Santo assumiu, pela primeira vez, a liderança do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Na edição de 2026, Vitória obteve 64,28 pontos e superou Florianópolis, que ocupava o primeiro lugar havia três anos e agora aparece na segunda posição, com 63,79 pontos. Porto Alegre completa o grupo das três cidades mais bem avaliadas, com 63,46.
A conquista consolida uma trajetória de avanço da capital capixaba. Em 2025, Vitória já havia ultrapassado São Paulo e chegado ao segundo lugar nacional. Agora, sobe mais uma posição e passa a liderar o levantamento que compara o desempenho de 423 municípios brasileiros com população superior a 80 mil habitantes.
Gestão pública coloca Vitória no topo
O desempenho da administração pública foi decisivo para a liderança.
Vitória ficou em primeiro lugar no Brasil nos pilares de Funcionamento da Máquina Pública e Sustentabilidade Fiscal, duas áreas que medem a capacidade dos municípios de administrar recursos, manter equilíbrio financeiro e oferecer condições institucionais para o funcionamento dos serviços públicos.
A capital capixaba também apresentou resultados de destaque em Capital Humano, alcançando a terceira posição nacional, e em Acesso à Saúde, ficando em quinto lugar.
O resultado mostra que a liderança de Vitória não depende de apenas um indicador, mas de uma combinação de desempenho institucional, econômico e social.
Entre as cinco cidades mais competitivas do país aparecem, pela ordem, Vitória, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo.
Ranking nacional tem Vitória à frente de grandes capitais
Confira as 20 primeiras colocadas em 2026:
Vitória (ES) — 64,28 pontos
Florianópolis (SC) — 63,79
Porto Alegre (RS) — 63,46
Curitiba (PR) — 63,02
São Paulo (SP) — 62,86
São Caetano do Sul (SP) — 62,40
Maringá (PR) — 61,69
Campinas (SP) — 60,82
Jaraguá do Sul (SC) — 60,64
Barueri (SP) — 60,53
Blumenau (SC) — 60,47
Indaiatuba (SP) — 59,95
Palmas (TO) — 59,60
Belo Horizonte (MG) — 59,51
Santos (SP) — 59,38
Paulínia (SP) — 59,37
São Bernardo do Campo (SP) — 59,33
Jundiaí (SP) — 59,30
Joinville (SC) — 59,26
Caxias do Sul (RS) — 59,01
O resultado coloca Vitória à frente de algumas das maiores e mais ricas cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Campinas.
Sul e Sudeste dominam primeiras posições
O ranking também evidencia a concentração dos melhores resultados nas regiões Sul e Sudeste.
Entre as 20 cidades mais competitivas, 19 pertencem às duas regiões. A única exceção é Palmas, no Tocantins, que aparece em 13º lugar após avançar 76 posições em relação ao levantamento anterior.
O maior salto de todo o ranking, porém, ocorreu em São Cristóvão, em Sergipe. O município passou da 233ª posição em 2025 para a 75ª em 2026, avanço de 158 colocações.
Na direção contrária, Timóteo, em Minas Gerais, sofreu a maior queda, perdendo 157 posições. Jandira, em São Paulo, caiu 145 colocações, enquanto Ourinhos, também paulista, perdeu 140.
O que o ranking mede
O Ranking de Competitividade dos Municípios avalia a capacidade das cidades de oferecer serviços públicos, qualidade institucional e condições favoráveis ao desenvolvimento econômico e social.
A metodologia está dividida em três grandes dimensões: Sociedade, Economia e Instituições.
Sociedade responde pela maior parcela da nota, com peso de 42,4%. Nesse grupo são avaliados saneamento, qualidade e acesso à saúde, educação, segurança e meio ambiente.
A dimensão Economia representa 38,1% e considera fatores como inovação, dinamismo econômico, telecomunicações, capital humano e inserção econômica.
Já Instituições responde pelos 19,5% restantes e reúne justamente os dois pilares em que Vitória alcançou a liderança nacional: sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública.
Competitividade não significa apenas qualidade de vida
Apesar da primeira colocação, o próprio CLP ressalta que ser a cidade mais competitiva do país não significa necessariamente ser a melhor cidade brasileira para morar em todos os aspectos.
O levantamento funciona como instrumento de comparação entre os municípios, permitindo identificar pontos fortes, fragilidades e áreas nas quais as administrações públicas precisam avançar.
No caso de Vitória, a combinação entre gestão fiscal, funcionamento da administração pública, capital humano e acesso à saúde foi suficiente para colocar a capital capixaba no topo nacional em 2026.
O resultado também amplia a projeção do Espírito Santo em indicadores de gestão pública, justamente por colocar sua capital à frente de centros econômicos de maior porte e população.
Para Vitória, a liderança representa ainda um desafio: depois de alcançar o primeiro lugar, o próximo passo será manter o desempenho e avançar nos indicadores em que a cidade ainda não ocupa as primeiras posições.
Fonte: Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, do Centro de Liderança Pública (CLP).