Visitantes internacionais deixaram R$ 36 bilhões no país nos primeiros sete meses do ano; aviação doméstica também registrou recorde no período
Nos primeiros sete meses de 2026, turistas internacionais deixaram R$ 36 bilhões na economia brasileira. No mesmo período de 2025, o valor havia sido de R$ 25 bilhões, o que representa crescimento de 44%.
De janeiro a agosto, 6,4 milhões de turistas internacionais entraram no Brasil, mantendo o fluxo em patamar elevado.
O mercado doméstico também avançou. Nos oito primeiros meses do ano, 68,3 milhões de passageiros viajaram em voos dentro do país, o maior volume já registrado para o período.
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o setor criou 93 mil empregos formais em um ano. Atualmente, o turismo reúne 2,44 milhões de trabalhadores, cerca de 5% da força de trabalho do país.
O Fundo Geral de Turismo (Fungetur) viabilizou cerca de 6,5 mil contratos de financiamento, que somam R$ 2,94 bilhões destinados a empresas do setor.
Desde 2023, estados e municípios também firmaram quase 2,1 mil contratos para obras relacionadas ao turismo, com R$ 2,7 bilhões em recursos. Os projetos incluem reformas de orlas, construção de centros de eventos e melhorias na infraestrutura urbana.
No cenário internacional, Feliciano citou a presidência brasileira do Conselho Executivo da ONU Turismo, acordos de cooperação com México, Índia e China e iniciativas de integração aérea na América do Sul.
O ministro também apontou como desafio ampliar a participação de diferentes segmentos e regiões, incluindo afroturismo, turismo em terras indígenas e turismo de fronteira.