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Economia

Trump diz que EUA não podem 'subsidiar o mundo' ao defender tarifas para eliminar déficit

Estadão Conteúdo 21/01/2026 23:33

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 21, em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que os EUA "não podem subsidiar o mundo inteiro", ao defender a aplicação de tarifas como instrumento para corrigir déficits comerciais e fiscais. Segundo ele, as medidas buscam reduzir o endividamento do país e reequilibrar relações econômicas consideradas desfavoráveis.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ainda durante seu discurso, Trump disse ter assinado um decreto que "proíbe grandes investidores institucionais de comprar imóveis", com foco em casas unifamiliares. De acordo com o presidente, a iniciativa visa ampliar o acesso das famílias americanas à casa própria. "Os Estados Unidos não vão se tornar uma nação de locatários", afirmou, ao sustentar que investidores de grande porte estariam pressionando preços e reduzindo a oferta para compradores individuais.

SESC PICASSO

Havia também a expectativa de que Trump detalhasse a possibilidade de uso de recursos de planos de aposentadoria 401(k) para a entrada na compra de imóveis, como havia sinalizado anteriormente o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, durante entrevista. Além disso, esperava-se que o republicano anunciasse planos hipotecários com prazo de até 50 anos - como ventilado pelo diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, Bill Pulte. Nenhuma dessas iniciativas, porém, foi mencionada em seu discurso em Davos.

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Trump também declarou ter solicitado ao Congresso que "limite as taxas de juros dos cartões de crédito a 10% por um ano". Segundo ele, a proposta busca aliviar o custo do crédito para os consumidores, diante de taxas que classificou como excessivas. O presidente não detalhou, contudo, o mecanismo legislativo para implementar o teto temporário.

Além disso, Trump afirmou que espera assinar um projeto de lei sobre criptomoedas "em breve" e que os EUA "serão a capital cripto do mundo". Segundo o presidente, a intenção é criar um marco regulatório que estimule investimentos e consolide a liderança americana no setor de ativos digitais.

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