O Governo do Estado do Espírito Santo destinou R$ 30 milhões da Secretaria de Recuperação do Rio Doce para a construção da Terceira Ponte de Colatina. O termo de cooperação, publicado no Diário Oficial na última quinta-feira (23), integra o Novo Acordo Rio Doce e prevê investimentos em infraestrutura nas áreas atingidas pelo desastre ambiental de Mariana.
O recurso vai custear parte da obra, considerada estratégica para a mobilidade urbana e regional. O projeto urbanístico completo está orçado em R$ 164 milhões e inclui quase um quilômetro de ponte sobre o Rio Doce, acessos à BR-259 e à ES-080 e um conjunto de 12 quilômetros de vias, com ciclovias e calçadas.
Obra estratégica e reparadora
O governador Renato Casagrande destacou o impacto positivo da intervenção. “A Terceira Ponte de Colatina é uma obra sonhada e fundamental para desafogar o trânsito. Utilizar recursos do Acordo de Mariana é também uma forma de reparação a uma região profundamente afetada”, afirmou.
O vice-governador Ricardo Ferraço reforçou que a iniciativa é fruto de diálogo e planejamento. “Colatina é estratégica para o Espírito Santo. A nova ponte está sendo projetada coletivamente para ser uma obra eficiente e transformadora”, disse.
Mobilidade e desenvolvimento regional
A nova ponte vai modernizar o sistema viário de Colatina, que hoje depende da Ponte Florentino Avidos — estrutura com tráfego intenso de carros, ônibus e caminhões. Após a conclusão da obra, a Florentino Avidos ficará com duas faixas no sentido Centro, enquanto a Terceira Ponte terá duas no sentido São Silvano, formando um binário que deve reduzir congestionamentos e melhorar o fluxo urbano.
Além de Colatina, a ponte beneficiará diretamente municípios como Baixo Guandu, Marilândia, Pancas, Governador Lindenberg, São Domingos do Norte, Alto Rio Novo e Linhares, que têm na cidade um polo regional de comércio, serviços e saúde.
O secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi, ressaltou os ganhos sociais e econômicos da obra. “A nova ponte vai facilitar o deslocamento, reduzir custos de transporte e fortalecer o desenvolvimento da Bacia do Rio Doce”, afirmou.
Um consórcio formado por empresas de Minas Gerais venceu a licitação em janeiro de 2025. O prazo previsto para elaboração do projeto executivo e conclusão da obra é de 1.020 dias, segundo o Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES).