Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 11h48m
Vitória News — Um jornal de verdade
Economia

STF retoma julgamento que pode definir vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativo e plataformas

Supremo começa a analisar os votos sobre a chamada uberização em processos envolvendo Uber e Rappi; PGR se manifestou contra o reconhecimento de vínculo de emprego

Vitória News 27/08/2026 16:48
STF retoma julgamento que pode definir vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativo e plataformas
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ABr

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (27) um dos julgamentos mais relevantes para o futuro do trabalho por aplicativos no Brasil. A Corte analisa se é válido o reconhecimento de vínculo empregatício entre motoristas e entregadores e as plataformas digitais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A discussão, conhecida como julgamento da “uberização”, envolve decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram relação de emprego entre trabalhadores e empresas de aplicativos. Os primeiros votos dos ministros estão previstos para esta etapa do julgamento.

A análise havia sido suspensa em outubro do ano passado, após as sustentações das partes envolvidas nos processos.

O STF julga duas ações que chegaram à Corte por meio de recursos apresentados pela Uber e pela Rappi. Os processos têm como relatores os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes.

As plataformas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram vínculo empregatício com motoristas e entregadores.

No processo, a Rappi argumenta que decisões trabalhistas favoráveis ao vínculo contrariaram entendimentos anteriores do próprio Supremo sobre formas alternativas de contratação e prestação de serviços.

SESC PICASSO

A Uber, por sua vez, sustenta que funciona como empresa de tecnologia responsável pela intermediação entre usuários e motoristas e que o reconhecimento de uma relação formal de emprego interferiria no modelo de negócio adotado pela plataforma.

O julgamento tem repercussão direta sobre milhares de processos que discutem relações de trabalho mediadas por aplicativos e poderá estabelecer uma orientação a ser seguida por outros tribunais do país.

Um dos pontos centrais da discussão é definir em quais condições a atividade desempenhada por motoristas e entregadores pode ou não reunir os requisitos necessários para caracterizar uma relação de emprego.

CONTADOR - BONUS

Antes da retomada do julgamento, a Procuradoria-Geral da República apresentou parecer contrário ao reconhecimento de vínculo trabalhista entre motoristas de aplicativos e plataformas digitais.

A decisão do Supremo poderá ter impacto não apenas sobre Uber e Rappi, mas sobre todo o setor de plataformas digitais que utiliza trabalhadores autônomos para transporte, entregas e outros serviços.

Além dos direitos trabalhistas envolvidos, o julgamento coloca em debate questões como autonomia profissional, subordinação, liberdade econômica e os limites dos novos modelos de trabalho mediados por tecnologia.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas