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Só juros não resolvem, é preciso trabalhar monetário e fiscal, diz Haddad

FolhaPress 04/12/2024 12:54

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que atuar só nos juros não resolverá o problema da dívida pública e da inflação no Brasil.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Temos que atuar no monetário e no fiscal para ancorar isso e não chegar em patamar de juros que vai prejudicar mais do que ajudar", disse o ministro durante fórum promovido pelo portal, nesta quarta-feira (4) em Brasília.

"O aumento do investimento foi de 11%, e o consumo cresceu 5%. O que vai melhorar a inflação também é o empresário não deixar de investir, porque aí tem problema de oferta", continuou.

Para o ministro, as políticas monetária e fiscal precisam andar juntas. "Não adianta só trabalhar em cima de juros, temos que trabalhar esse lado das medidas que foram mandadas e podem ser complementadas e aperfeiçoadas ao longo dos meses", apontou.

Haddad se referia ao pacote de corte de gastos enviado ao Congresso Nacional cujo objetivo é rever o crescimento de gastos obrigatórios que poderiam prejudicar o arcabouço fiscal.

SESC PICASSO

De acordo com o ministro, o governo enviou para o parlamento "o que estava maduro". "Continuamos debruçados no problema fiscal. Daqui a pouco, novas medidas amadurecem, chega-se a um consenso em torno delas", acrescentou.

"Se entendermos que essas não são suficientes, vamos voltar para a planilha para buscar novas soluções, mas acredito que o que foi endereçado atende o que a área econômica pretende de resultados fiscais nos próximos anos", acrescentou.

CONTADOR - BONUS

Haddad lembrou também de medidas tomadas pelo Congresso Nacional que prejudicaram as contas públicas. "Se não tivéssemos aprovado prorrogação, na minha opinião injustificável, do Perse e desoneração da folha, teríamos esse ano melhor resultado primário desde 2013", afirmou.

"Estamos em democracia, o Congresso entendeu diferente, fomos ao STF, STF remediou o problema e deu chance de entendimento. Esse entendimento não resultou no melhor almejado, que era compensação, mas os Três Poderes estão procurando equilíbrio ", ponderou.

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