O Sicoob liderou a liberação de crédito rural no Espírito Santo no primeiro semestre da safra 2025/2026. No período, a instituição destinou R$ 1,96 bilhão ao agronegócio capixaba, o equivalente a 36% de todo o volume aplicado no estado.
Os recursos reforçaram o custeio e os investimentos no campo. A modalidade de custeio respondeu por 47% do total liberado, garantindo capital para o planejamento da safra e a manutenção da atividade produtiva. Já nas operações de investimento, o Sicoob também ocupou a primeira posição, com R$ 409 milhões em repasses do BNDES, dentro de um total de R$ 633,2 milhões nessa linha.
Segundo o diretor executivo do Sicoob Central, Nailson Dalla Bernadina, os números refletem a relação direta com o produtor.
“Os números refletem a confiança do produtor no modelo cooperativista e a capacidade do Sicoob de entregar soluções financeiras alinhadas à realidade do campo. Nosso foco é estar próximo do cooperado, entender suas necessidades e garantir crédito com orientação, contribuindo diretamente para o desenvolvimento sustentável do agronegócio no Espírito Santo”, afirma.
O apoio ao setor cafeeiro também teve peso relevante, com mais de R$ 350 milhões aplicados por meio do Funcafé. Somados aos R$ 477,9 milhões liberados via Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F), o volume total de crédito destinado ao agro capixaba ultrapassou R$ 2,4 bilhões na safra.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a atuação da cooperativa integra uma estratégia mais ampla de financiamento do setor.
“O planejamento das aplicações de crédito é importante para direcionar esforços e dar previsibilidade ao setor. Por isso, o Espírito Santo conta com o Plano de Crédito Rural, que envolve toda a cadeia do agronegócio por meio de parcerias institucionais. O Sicoob é um dos grandes parceiros dessa estratégia e, com a solidez do cooperativismo financeiro, contribui para a construção de um ambiente favorável, estável e seguro para os investimentos”, destacou.
A analista de Crédito e Agronegócios do Sicoob Central, Keila Martins, afirma que o resultado decorre do equilíbrio na alocação dos recursos.
“O desempenho do crédito rural é resultado de uma estratégia equilibrada de alocação de recursos, com foco nas necessidades do produtor e atenção às condições regulatórias e de funding. A liderança nos repasses do BNDES e do Funcafé, bem como a complementariedade da CPR-F, demonstram eficiência na gestão do crédito direcionado para o agronegócio”, explica.
Ao todo, mais de 9 mil produtores rurais foram atendidos no estado no primeiro semestre da safra, consolidando a presença do Sicoob como principal agente financeiro do agronegócio capixaba.