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Senadores e prefeitos cobram solução para municípios até dia 20

FolhaPress 14/05/2024 09:43

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Senadores e prefeitos pediram ao governo federal o aumento gradual da tributação que incide sobre a folha de pagamento das prefeituras aos moldes do acordo anunciado pelo Ministério da Fazenda com 17 setores da economia na semana passada.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em sessão de debates organizada no plenário do Senado nesta segunda-feira (13), o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a cobrar uma solução para o impasse até a Marcha dos Prefeitos, em Brasília, marcada para o próximo dia 20. A data também marca o início da cobrança da alíquota maior.

Pacheco relatou aos prefeitos a conversa que teve com o ministro Fernando Haddad (Fazenda) nesta segunda e afirmou que o governo federal já indicou concordar com uma proposta escalonada, em vez dos 20% que incidem hoje e dos 8% aprovados pelo Congresso.

"Se o governo não aceita os 8% para todo o sempre, e nós também enxergamos como muito difícil, vamos dizer até que nós não aceitamos o restabelecimento de 20% para todo o sempre. [Queremos] Uma proposta intermediária escalonada ao longo dos anos de 2024, 2025, 2026, 2027, até que, em 2028, chegue-se a uma alíquota. Que pode ser de 14%, de 16%, de 18%."

SESC PICASSO

A redução da alíquota paga pelas prefeituras foi incluída pelo Congresso no projeto que prorrogou a desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia. A medida, porém, acabou suspensa pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Prefeituras que não têm regimes próprios de Previdência recolhem hoje 20% sobre a folha de pagamento dos servidores para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O Congresso havia baixado o percentual de 20% para 8% para municípios com até 142,6 mil habitantes.

CONTADOR - BONUS

Os municípios pediram a Haddad o pagamento de 8% neste ano; 10% em 2025; 12% em 2026; e, por fim, 14% em 2027. O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) também participou do encontro no Palácio do Planalto.

O presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Roberto Ziulkoski, elogiou a reunião. Segundo ele, novas conversas estão previstas até o final desta semana, incluindo um segundo encontro com Padilha nesta terça (16).

"Andou muito bem a reunião com o ministro Haddad. Houve consenso em quase todos os itens. O único que está agora para nós negociarmos a partir de amanhã é se vamos reonerar ou não e de que formas vamos fazê-lo", disse no plenário do Senado.

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