O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira aos trabalhadores, valor que aparece no contracheque referente ao mês de janeiro. O reajuste foi oficializado por decreto e representa aumento de 6,79% em relação ao piso anterior, o equivalente a R$ 103.
O cálculo seguiu a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC, de 4,18%, somada ao crescimento real do Produto Interno Bruto de 3,4%, limitado a 2,5% acima da inflação pelo arcabouço fiscal. Com isso, o reajuste total ficou em 6,79%.
Aposentados e pensionistas que recebem benefícios vinculados ao piso nacional começaram a receber o novo valor ainda em janeiro. O calendário segue até o fim da primeira semana de fevereiro, conforme o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador.
Com o novo piso, o salário mínimo mensal passa a ser de R$ 1.621, o valor diário corresponde a R$ 54,04 e o valor por hora trabalhada é de R$ 7,37.
O impacto econômico é amplo. Estimativas indicam que o reajuste afeta diretamente cerca de 61,9 milhões de pessoas. A expectativa é de injeção de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026. Considerando também a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o impacto combinado pode chegar a R$ 110 bilhões. Por outro lado, o custo adicional para a Previdência Social é estimado em R$ 39,1 bilhões.
O salário mínimo serve como referência para benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas. Benefícios do INSS pagos no piso tiveram reajuste integral para R$ 1.621. Benefícios acima do piso foram corrigidos em 3,90%, índice correspondente ao INPC. O teto previdenciário passou a R$ 8.475,55.
As contribuições previdenciárias dos trabalhadores com carteira assinada seguem alíquotas progressivas, partindo de 7,5% para rendimentos até R$ 1.621 e chegando a 14% para salários entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55. Para contribuintes individuais, o plano normal corresponde a 20% do salário mínimo, o plano simplificado a 11% e a contribuição de baixa renda e do microempreendedor individual permanece em 5% do piso.
O seguro-desemprego também foi atualizado pelo INPC, com vigência desde janeiro. A parcela mínima passa a acompanhar o novo salário mínimo, enquanto a parcela máxima chega a R$ 2.518,65, variando conforme a média salarial do trabalhador nos meses anteriores à demissão.
No caso do salário-família, o valor pago é de R$ 67,54 por dependente, destinado a trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38.