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Economia

Rendimento médio dos brasileiros atinge R$ 3.057 em 2024, maior valor desde 2012

Vitória News 08/05/2025 12:48
O rendimento médio real dos brasileiros alcançou R$ 3.057 em 2024, registrando o maior valor desde 2012. Esse montante inclui rendimentos provenientes de diversas fontes, como trabalho, aposentadorias, pensões, programas sociais, aluguel, investimentos e bolsas de estudo. O aumento é de 2,9% em comparação a 2023, quando o rendimento médio foi de R$ 2.971, e de 3,3% em relação a 2019, antes da pandemia, quando o valor era de R$ 2.948. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa avalia os rendimentos das pessoas residentes no Brasil, tanto oriundos do trabalho quanto de outras fontes. Aumento do rendimento e mais brasileiros com alguma fonte de renda Em 2024, além de alcançar um recorde no rendimento médio real, o Brasil também viu um crescimento na proporção de pessoas com algum tipo de rendimento. De acordo com a Pnad, 66,1% da população brasileira, o equivalente a 143,4 milhões de pessoas, possuía alguma fonte de rendimento, uma elevação em relação aos 64,9% registrados em 2023. Para o analista do IBGE, Gustavo Fontes, o aumento no rendimento médio foi impulsionado, sobretudo, pelo rendimento do trabalho. "Apesar de contribuições significativas de programas sociais, o aumento no rendimento do trabalho foi o principal fator para o crescimento do rendimento de todas as fontes", afirmou Fontes. Rendimento domiciliar e fontes de renda Outro dado relevante da pesquisa foi o aumento no rendimento domiciliar per capita, que chegou a R$ 2.020 em 2024, o maior valor da série histórica. Esse valor representa um aumento de 4,7% em relação a 2023 e de 19,1% quando comparado a 2012, quando o rendimento per capita era de R$ 1.696. Os rendimentos provenientes do trabalho foram responsáveis por 74,9% do total dos rendimentos domiciliares, enquanto outras fontes, como aposentadorias e alugueis, somaram 25,1%. Em 2024, o número de pessoas com algum rendimento proveniente do trabalho também aumentou. A pesquisa revelou que 47% da população de 14 anos ou mais, o equivalente a 101,9 milhões de pessoas, tinham rendimentos frequentes oriundos do trabalho. Este foi o maior percentual já registrado. Além disso, o rendimento médio do trabalho também bateu o recorde da série histórica, com uma média de R$ 3.225, superando o recorde anterior de 2020, que foi de R$ 3.160. Outras fontes de rendimento Em relação a outras fontes de rendimento, a pesquisa também observou um aumento no valor médio de algumas delas, como aposentadorias, pensões e rendimentos provenientes de programas sociais. Em 2024, 13,5% da população tinha rendimento de aposentadoria e pensão, com média de R$ 2.520, enquanto 9,2% recebiam benefícios de programas sociais, com média de R$ 771. Os rendimentos provenientes de alugueis e arrendamentos, apesar de representarem uma menor fatia, também mostraram crescimento, alcançando R$ 2.159 de média. Já os chamados "outros rendimentos", que incluem seguro-desemprego, aplicações financeiras e bolsas de estudo, apresentaram o maior aumento, com crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Massa de rendimento e distribuição regional A massa de rendimento domiciliar per capita no Brasil também atingiu um recorde em 2024, totalizando R$ 438,3 bilhões mensais. Este valor representa um aumento de 5,4% em relação a 2023. A maior parte dessa massa de rendimento é proveniente do trabalho, que somou R$ 328,6 bilhões, ou 74,9% do total. Em termos regionais, a Região Sudeste foi a que mais contribuiu para a massa de rendimento, com R$ 217,4 bilhões, respondendo por 49,6% do total nacional. As regiões Sul e Nordeste também apresentaram contribuições significativas, com R$ 77,3 bilhões e R$ 76,9 bilhões, respectivamente. Por outro lado, as regiões Centro-Oeste e Norte, que têm menor população, foram responsáveis por 9,1% e 6,1% da massa de rendimento, respectivamente. Entre 2023 e 2024, todas as regiões registraram aumento na massa de rendimento domiciliar per capita, com destaque para o Nordeste e Sul, que cresceram 11,1% e 11,9%, respectivamente.
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