Com investimentos que somam R$ 2,44 bilhões ao longo dos próximos 20 anos, o setor pesqueiro e aquícola da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, atingido pelo desastre de Mariana (MG) em 2015, ganhará fôlego com a implementação do Plano de Reestruturação da Gestão da Pesca e Aquicultura (Propesca). A iniciativa visa restaurar a produção pesqueira e promover o desenvolvimento sustentável da região. Desse total, R$ 1,5 bilhão serão administrados pela União, enquanto Minas Gerais receberá R$ 489 milhões e o Espírito Santo ficará com R$ 450 milhões. A proposta contempla ações de curto e longo prazo para reestruturar a atividade pesqueira, garantir o suporte às comunidades afetadas e estimular práticas sustentáveis. Fortalecimento imediato no Espírito Santo No Espírito Santo, onde 11 municípios foram diretamente impactados pelo rompimento da Barragem do Fundão, as primeiras ações priorizam o fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e Aquícola (ATEPA). O plano também prevê:
Além das medidas emergenciais, o Propesca contempla iniciativas estruturantes para o futuro, como o monitoramento da biodiversidade aquática e estudos sobre a saúde da população da região afetada. Um novo capítulo para a pesca no Rio Doce O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, destacou a importância do plano para a reconstrução da vida das famílias locais. “Desde a recriação do Ministério, estamos tentando construir políticas públicas para recuperar a pesca na região. Agora, esse plano vai ser fundamental para promover a transformação na vida dessas famílias”, afirmou. Resultado de ampla parceria O Propesca integra o Novo Acordo do Rio Doce e foi elaborado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e os governos estaduais de Minas Gerais e do Espírito Santo. O objetivo é não apenas revitalizar a atividade pesqueira e aquícola, mas também garantir a conservação dos recursos naturais, fortalecer a sustentabilidade econômica e social e melhorar a qualidade de vida das comunidades ribeirinhas. Investimentos
| Gestão dos Recursos | Valor Investido |
|---|---|
| União | R$ 1,5 bilhão |
| Estado de Minas Gerais | R$ 489 milhões |
| Estado do Espírito Santo | R$ 450 milhões |
| Total | R$ 2,44 bilhões |