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Economia

Produção industrial do ES cresce 6,1% em 12 meses, impulsionada por setor extrativo e metalurgia

Vitória News 10/10/2024 07:03
A produção industrial do Espírito Santo registrou um aumento de 6,1% no acumulado dos últimos 12 meses até agosto de 2024, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE, divulgada nesta terça-feira (8). O avanço foi puxado principalmente pelos setores extrativo e de transformação, que cresceram 7,9% e 2,8%, respectivamente, segundo o Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). O setor extrativo foi impulsionado pela produção de minério de ferro, enquanto a indústria de transformação destacou-se com o desempenho da metalurgia e da fabricação de produtos alimentícios. O presidente da Findes, Paulo Baraona, comemorou os resultados, que superaram o crescimento industrial nacional, de 2,4%. Para ele, os números refletem o esforço do setor em gerar oportunidades e atender ao mercado. Baraona destacou a retomada antecipada da Usina 3 da Samarco, paralisada desde 2015. Em agosto, a unidade voltou a operar com 50% da capacidade, com a previsão de atingir 100% até o fim de 2025. A expectativa é que a usina produza 7,8 milhões de toneladas de pelotas de minério por ano, fortalecendo o setor e a economia local. Metalurgia em destaque e desafios no setor extrativo No mês de agosto, a metalurgia teve crescimento de 10,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com 667 mil toneladas de aço produzidas no estado, representando 22,5% da produção nacional, segundo o Instituto Aço Brasil. A ArcelorMittal foi uma das responsáveis pelo aumento, com expectativas de melhora na demanda externa no segundo semestre, especialmente na Europa. Por outro lado, a produção industrial geral do Espírito Santo em agosto caiu 6% em relação ao mesmo mês de 2023, impactada pela queda de 9% no setor extrativo, devido à redução na extração de petróleo e gás natural. De janeiro a agosto de 2024, a produção de petróleo recuou 3,3%, enquanto a de gás natural caiu 2,1%. Uma possível reversão desse cenário está prevista com a antecipação das operações da plataforma FPSO Maria Quitéria no campo de Jubarte, localizado no pré-sal da Bacia de Campos, litoral sul do estado. A unidade, com capacidade para produzir 100 mil barris de óleo e processar 5 milhões de metros cúbicos de gás, deve entrar em operação no último trimestre de 2024. Desafios econômicos e a perspectiva para a indústria capixaba Apesar dos avanços, a economista-chefe da Findes, Marília Silva, alerta para desafios que podem impactar o setor, como as incertezas econômicas na China, principal destino das exportações brasileiras de celulose. Com o país passando por uma transição para uma economia baseada no consumo, as taxas de crescimento chinesas tendem a ser menores, o que pode afetar a demanda por celulose e trazer riscos para a produção no longo prazo. Além disso, a elevação da taxa Selic pelo Banco Central e o aumento das projeções de inflação no Brasil preocupam. Segundo o Relatório Focus, a inflação projetada para o final do ano é de 4,38%, com riscos de ultrapassar a meta devido à alta nos preços da energia elétrica e dos alimentos. A economista observa que esses fatores, somados à desvalorização cambial, intensificam o caráter restritivo da política monetária, o que pode desacelerar o crescimento industrial nos próximos meses.
Fonte: Findes
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