Calor, chuvas irregulares, doenças e nematoides aumentam os desafios da cultura e tornam estabilidade e qualidade tão importantes quanto produtividade
Produzir cenoura durante o verão exige atenção redobrada ao manejo. Temperaturas elevadas, chuvas irregulares e períodos de alta umidade aumentam a pressão sobre a cultura e dificultam a manutenção de produtividade, sanidade e qualidade comercial.
Nesse cenário, o volume colhido não é o único fator determinante para o resultado econômico. O aproveitamento das raízes ao longo da cadeia também pesa na rentabilidade, especialmente quando parte da produção fica fora dos padrões de tamanho, formato, uniformidade e aparência exigidos pelo mercado.
Durante o verão, a combinação de calor, chuva e umidade favorece doenças como o complexo de queima-das-folhas, associado a patógenos como Alternaria dauci, Cercospora carotae e Xanthomonas hortorum pv. carotae. A presença de nematoides também representa risco para o desenvolvimento das plantas e para a produtividade.
Embora os sintomas das doenças foliares apareçam principalmente na parte aérea, os efeitos podem comprometer o desenvolvimento das raízes e reduzir o rendimento comercial da lavoura.
Depois da colheita, a cenoura ainda passa por transporte, lavagem, classificação, embalagem e distribuição. Nessas etapas, raízes fora do padrão podem perder valor ou ser descartadas, aumentando a diferença entre produtividade por hectare e produção efetivamente comercializada.
A eficiência operacional também ganhou importância. A mecanização vem avançando no cultivo da cenoura, impulsionada pela escassez de mão de obra e pela necessidade de tornar as operações mais rápidas e previsíveis.
Nesse contexto, características agronômicas das cultivares, como arquitetura das plantas, vigor e uniformidade das raízes, passam a ter peso maior na escolha dos materiais utilizados no campo.
A genética é uma das ferramentas disponíveis para reduzir riscos, embora não substitua o manejo adequado. Híbridos adaptados ao verão podem reunir resistência a doenças, tolerância a nematoides e características que favorecem maior padronização e aproveitamento comercial.
Entre os materiais disponíveis está a Solar F1, híbrido de verão da TSV Sementes. Segundo a empresa, a cultivar apresenta resistência ao complexo de queima-das-folhas, tolerância a nematoides e características voltadas à uniformidade das raízes e à eficiência no beneficiamento.
A recomendação, no entanto, é que a escolha da cultivar seja integrada às condições locais, ao histórico da área e às demais práticas de manejo adotadas pelo produtor.
Fonte: TSV Sementes
Mais informações: http://www.tsvsementes.com.br/