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Helicóptero que levava cantor Rick voava em espaço aéreo não controlado, diz FAB

Estadão Conteúdo 30/09/2026 10:18

O helicóptero que caiu na última semana e matou cinco pessoas em Santa Catarina, entre elas o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, realizava o voo em espaço aéreo não controlado, segundo informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB). Nesse tipo de espaço, não há exigência de contato com órgãos de controle de tráfego aéreo.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O Bell 430, de prefixo PP-MGR, decolou às 10h30 do dia 22, do Aeródromo Costa Esmeralda (SDEN), em Porto Belo, com destino ao heliponto Metropolitan Criciúma. O pouso estava previsto para as 11h24.

A aeronave foi localizada no segundo dia de buscas em uma área de difícil acesso, na região de Santa Bárbara, em Urubici, na serra catarinense. Segundo a tenente-coronel Heloísa Helena Battisti, comandante do 5º Batalhão de Bombeiros Militar, as equipes precisaram deixar as viaturas e caminhar por cerca de três horas até chegar aos destroços.

Apesar de o voo ocorrer em espaço aéreo não controlado, as informações sobre o trajeto foram repassadas ao Serviço de Informação de Voo Curitiba, subordinado ao Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II).

SESC PICASSO

O serviço tem a função de fornecer informações e alertas relevantes para a segurança dos voos, mas não exerce o mesmo tipo de controle aplicável ao espaço aéreo controlado.

A FAB não informou, até o momento, se a condição do espaço aéreo teve qualquer relação com a queda. As circunstâncias e as possíveis causas do acidente são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Além de Rick, morreram no acidente o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo e o copiloto Leopoldo de Barros.

Durante os trabalhos de buscas no local da queda, a caixa-preta da aeronave foi localizada. O equipamento foi encaminhado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília, onde os dados serão analisados. As informações poderão ajudar os investigadores a esclarecer as circunstâncias do acidente e a reconstruir os últimos momentos do voo.

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