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Presidente do México vê acordo com EUA e diz que soberania é inegociável; UE prevê retaliação

FolhaPress 12/07/2025 17:41

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Líderes dos países afetados pela tarifa de 30% anunciada neste sábado (12) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se pronunciaram contra a medida e à favor da negociação.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse que um acordo pode ser alcançado com os Estados Unidos antes que as tarifas de 30% anunciadas pelo presidente Donald Trump entrem em vigor em 1º de agosto.

A fala aconteceu durante um evento no estado mexicano de Sonora. Sheinbaum também afirmou que a soberania do México não é negociável.

Referindo-se à mesa de negociações em Washington, a presidente expressou confiança de que isso permitirá que o México chegue em "melhores condições" até o próximo mês.

O México envia mais de 80% do total de seus produtos exportados para os EUA e o livre comércio com seu vizinho do norte levou o México a ultrapassar a China como o principal parceiro comercial dos EUA em 2023.

"A União Europeia permitirá o acesso completo e aberto ao mercado dos Estados Unidos, sem que nenhuma tarifa seja cobrada de nós, em uma tentativa de reduzir o grande déficit comercial", escreveu Trump na carta endereçada a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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A UE esperava chegar a um acordo comercial abrangente com os EUA para o bloco de 27 países, incluindo tarifas zero por zero sobre produtos industriais, após meses de negociações difíceis.

Em resposta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a quem a carta é endereçada disse a UE está pronta para retaliar para salvaguardar seus interesses se os EUA continuarem a impor a ameaça de uma tarifa de 30%, mas que também estava pronta para continuar trabalhandos para chegar a um acordo até 1º de agosto.

"Poucas economias no mundo se equiparam ao nível de abertura e adesão da União Europeia a práticas comerciais justas", disse ela.

"Tomaremos todas as medidas necessárias para salvaguardar os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário", disse ela sobre possíveis tarifas retaliatórias sobre os produtos dos EUA que entram na Europa.

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Membros do bloco deram suporte à posição da presidente.

O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou a "forte desaprovação" de seu país ao anúncio de seu homólogo americano.

Ao lembrar que a UE vem negociando com Washington há várias semanas "com base em uma oferta sólida e de boa-fé", Macron afirmou que "cabe mais do que nunca à Comissão afirmar a determinação da União em defender categoricamente os interesses europeus".

O presidente francês pediu à Comissão Europeia que "acelere a preparação de contramedidas confiáveis, mobilizando todos os instrumentos à sua disposição".

"Como parte da unidade europeia, cabe mais do que nunca à Comissão afirmar a determinação da União em defender os interesses europeus de forma resoluta", disse o presidente francês na rede social X

A ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, pediu em uma declaração um "resultado pragmático para as negociações".

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"As tarifas atingiriam duramente as empresas exportadoras europeias. Ao mesmo tempo, elas também teriam um forte impacto sobre a economia e os consumidores do outro lado do Atlântico", disse Katherina.

A ministra também pediu à UE que "negocie pragmaticamente uma solução com os EUA no tempo restante, que se concentre nos principais pontos de discórdia".

A Alemanha está na vanguarda das repercussões da ofensiva comercial dos EUA porque sua economia depende fortemente das exportações para o país, especialmente nas indústrias química, farmacêutica, automotiva, siderúrgica e de fabricação de máquinas.

O Ministério da Economia da Espanha apoiou novas negociações, mas acrescentou que a Espanha e outros países da UE estavam prontos para tomar "contramedidas proporcionais, se necessário".

Em comunicado, a Itália disse ser crucial manter o foco nas negociações comerciais com os EUA e evitar uma polarização ainda maior e que a primeira-ministra Giorgia Meloni está confiante de que um "acordo justo" pode ser alcançado.

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