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Economia

Prates faz postagens em série sobre obras da Petrobras e diz que 'o trabalho não para'

FolhaPress 08/04/2024 15:12

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - "O trabalho não para": com essa introdução, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates vem divulgando o andamento de obras da estatal nesta segunda-feira (8), em meio ao processo de fritura que sofre por ala do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Até cerca de 14h30, foram cinco publicações em redes sociais com esse título, mostrando obras em refinarias e estaleiros pelo Brasil. A dificuldade em deslanchar entregas para o presidente Lula é um dos argumentos dos opositores do executivo.

Em suas publicações, Prates mostra obras nas refinarias de Paulínia (SP), Cubatão (SP) e Ipojuca (PE), no Gaslub (antigo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), que constrói módulos para a plataforma P-78.

"As obras estão em ritmo acelerado. Hoje a P-78 tem cerca de 3.500 pessoas trabalhando nos módulos", diz em vídeo enviado a Prates um gerente da Petrobras identificado como Fadini. O presidente da Petrobras destaca que são cerca de 5.000 trabalhadores em obras da estatal no estaleiro.

A fritura de Prates ganhou força esta semana após entrevista do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, à Folha de S.Paulo, com críticas à abstenção do presidente da Petrobras na proposta de retenção dos dividendos extraordinários sobre o lucro de 2023.

SESC PICASSO

Na quinta-feira (4), começaram a circular em Brasília rumores sobre troca no comando da estatal, com a substituição de Prates pelo presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante.

Ao mesmo tempo, fontes do governo vazaram informação de que os ministérios de Minas e Energia e da Casa Civil passaram a apoiar a distribuição de parte dos dividendos extraordinários, em um recuo em relação à posição inicial.

CONTADOR - BONUS

No domingo, Lula agendou reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para debater o futuro de Prates, mas o encontro foi cancelado após o vazamento da agenda e remarcado para o fim da tarde desta segunda.

Aliados de Prates veem um ataque coordenado para minar a confiança do presidente Lula no executivo e defendem que sua gestão apresentou resultados importantes, como as mudanças na política de preços dos combustíveis e de distribuição dos dividendos.

O presidente da Petrobras quer permanecer no cargo, mas sabe que a palavra final é de Lula. Espera convencer o presidente da República em reunião esta semana, ainda não agendada.

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