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Economia

Portabilidade entre bancos no consignado CLT começa a valer

FolhaPress 16/05/2025 09:27

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A portabilidade de dívidas entre bancos no novo consignado CLT (Consolidação das Leis do Trabalho começa a valer nesta sexta-feira (16). A medida estava prevista para 6 de maio, mas foi adiada para ajustes no sistema por meio da Dataprev (empresa de tecnologia do governo federal).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Trabalhadores com dívida no antigo consignado privado ou no CDC (Crédito Direto ao Consumidor), com juros mais altos, podem levar o empréstimo para a instituição que oferecer melhores condições de crédito.

Na nova modalidade de crédito, o profissional dá parte de seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como garantia, o que traz risco zero para o banco de haver inadimplência caso o funcionário seja demitido.

Desde 25 de abril, era possível fazer portabilidade, mas apenas de uma dívida mais cara para outra mais barata dentro do próprio banco.

SESC PICASSO

A partir de 6 de junho, estará liberada a terceira fase da portabilidade, que é quando o trabalhador que aderiu ao consignado CLT logo após ao lançamento —em 21 de março— e está pagando taxas de juros mais altas, poderá fazer a troca de banco para conseguir taxas melhores, por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), a troca de dívida entre os bancos, saindo de um CDC ou consignado antigo para o novo Crédito do Trabalhador, só poderá ser feita procurando a instituição de destino. Só a partir de 6 de junho todas operações poderão ser feita pela Carteira de Trabalho Digital.

Dados do ministério mostram que, até as 17h desta quinta (15), o Crédito do Trabalhador havia emprestado R$ 11,3 bilhões a mais de 2 milhões de trabalhadores no país.

A média dos empréstimos é de R$ 5.383,22 por contrato, com uma parcela média de R$ 317,20 num prazo de 17 meses.

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Os maiores volumes de recursos contratados são nos estados de São Paulo (R$ 2,9 bi), Minas Gerais (R$ 948 milhões), Rio de Janeiro (R$ 927,7 milhões), Paraná (R$ 760,3 milhões) e Rio Grande do Sul (R$ 759,3).

Atualmente, o programa tem 35 instituições financeiras executando a linha, nas mais de 70 instituições já habilitadas. Dos R$ 10,3 bilhões de empréstimos, o Banco do Brasil lidera, acumulando R$ 3,1 bilhões emprestados por meio do Crédito do Trabalhador, a maior parte para liquidar dívidas mais caras.

O Crédito do Trabalhador é um novo modelo de empréstimo consignado —com desconto direto em folha de pagamento— para quem é contratado pela CLT, que acaba com a necessidade de convênio entre empresa e banco para que o profissional possa aderir ao crédito.

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A vantagem é que, com maior liberdade, mais bancos possam oferecer o empréstimo ao trabalhador, o que faria com que houvesse juros mais baixos com a concorrência maior. No entanto, quando o crédito foi lançado, poucas financeiras aderiram e, com isso, as taxas oferecidas estavam variando de 4,99% a 7%.

COMO FUNCIONA O CONSIGNADO CLT?

O trabalhador poderá comprometer até 35% de seu rendimento mensal com o consignado CLT, incluindo salário-base, benefícios, abonos, comissões, gratificações e outros adicionais.

Quem tem salário bruto de R$ 3.500, por exemplo, consegue um empréstimo cuja parcela seja de até R$ 1.225. O trabalhador pode simular o valor no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

O desconto das parcelas é feito diretamente na folha de pagamento, o que traz menos risco de calote para a instituição bancária. Se o trabalhador mudar de emprego, o desconto em folha para quitar as parcelas será feito no novo salário.

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