Programa prevê crédito rural, seguro agrícola, compras públicas e assistência técnica para fortalecer a produção de alimentos no país
O Governo Federal lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, com R$ 97,3 bilhões em ações voltadas ao setor. O pacote inclui crédito rural, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.
Do total anunciado, R$ 85,2 bilhões serão destinados ao crédito rural por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal linha de financiamento para pequenos produtores. O governo afirma que o novo plano terá redução de juros em linhas voltadas à produção de alimentos, além de medidas para ampliar o acesso de mulheres e jovens do campo ao financiamento.
Durante a cerimônia de lançamento, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a produção de alimentos deve ser tratada como tema estratégico para o país. Ao falar sobre soberania alimentar, Lula afirmou que “a melhor arma que um país pode ter é alimento”.
O presidente também incentivou os agricultores familiares a utilizarem os recursos disponíveis para financiar a produção. Segundo ele, o crédito para o campo ajuda a movimentar a economia, fortalecer as propriedades rurais e garantir renda às famílias produtoras.
O Plano Safra da Agricultura Familiar também prevê apoio à produção diversificada, à agroecologia, à mecanização e à habitação rural. A intenção do governo é ampliar a capacidade produtiva dos agricultores e melhorar as condições de vida de quem trabalha no campo.
Representantes do setor defenderam, durante o evento, a importância da agricultura familiar para o abastecimento de alimentos e para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas. A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Vânia Marques, destacou que o segmento tem papel direto na preservação de nascentes, na recuperação de solos e na produção responsável.
Além dos anúncios para a agricultura familiar, Lula prestou solidariedade à Venezuela após os terremotos registrados no país. O presidente afirmou que o Brasil fará o que estiver ao alcance para ajudar a população venezuelana e pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.
Com informações da Agência Brasil.