Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 09h22m
Vitória News — Um jornal de verdade
Economia

PIB dos EUA cresce 2,8% em 2024 e desacelera em relação a 2023

FolhaPress 30/01/2025 13:37

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos cresceu 2,8% em 2024, apoiado pelos gastos dos consumidores e do governo, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Comércio nesta quinta-feira (30).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A economia do país teve um crescimento menor do que em 2023, quando ficou em 2,9%. Os dados, porém, ainda podem ser ajustados pelo Departamento do Comércio. A maior economia do mundo cresceu 2,3% no último trimestre do ano passado, que mostra uma economia resiliente.

Os gastos dos consumidores, os investimentos e os gastos do governo estão entre os fatores que impulsionaram esse crescimento, de acordo com o Departamento do Comércio.

A economia dos EUA se manteve firme apesar do contexto de altas taxas de juros, apoiada por um forte mercado de trabalho, com um baixo desemprego e salários crescentes, o que permitiu que os consumidores continuassem gastando.

"(Os consumidores foram) a base da economia e o principal motor do crescimento resiliente em 2024", afirmou Matthew Martin, economista sênior da Oxford Economics, à agência de notícias AFP.

SESC PICASSO

O especialista espera que a tendência continue por enquanto. "Acreditamos que a renda real disponível continuará crescendo, e isso levará a gastos contínuos", disse.

O relatório foi divulgado um dia após o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) ter mantido as taxas de juros, com o presidente Jerome Powell dizendo que a força da economia significava que o banco central não precisava ter "pressa" para cortar os custos dos empréstimos, apesar da exigência feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de uma redução imediata.

CONTADOR - BONUS

Alguns economistas estão preocupados que Trump pode desencadear uma guerra comercial, caso confirme as ameaças de anunciar tarifas de importação sobre produtos da China, União Europeia, Canadá e México a partir deste sábado (1º).

"O maior risco para nossa previsão para 2025 é uma imposição imediata de tarifas gerais sobre os principais parceiros comerciais", afirmou Bernard Yaros, economista-chefe dos EUA da empresa de pesquisa Oxford Economics, ao Financial Times.

Em sua avaliação, a criação das taxas prejudicaria o crescimento de 2025 em 1,2 ponto percentual.

Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas