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Economia

Pesquisa do Procon Vitória aponta variação de até 200% em itens básicos

Levantamento de janeiro mostra fortes oscilações em frutas e queda nos preços de arroz, feijão e ovos

Vitória News 28/01/2026 14:52
Pesquisa do Procon Vitória aponta variação de até 200% em itens básicos
Foto: Tânia Rêgo/ABr (arquivo)

A pesquisa de preços de itens de primeira necessidade realizada pelo Procon Vitória, no mês de janeiro, identificou variação de até 200,67% entre estabelecimentos comerciais da capital. O maior destaque foi a banana-prata, encontrada com preços entre R$ 2,99 e R$ 8,99 o quilo, evidenciando a importância da comparação antes da compra, especialmente em produtos de feira.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Outro item com forte oscilação foi a laranja-pera, que apresentou variação de 167,22%, sendo comercializada entre R$ 2,99 e R$ 7,99 o quilo no mesmo período. Segundo o Procon, frutas e verduras concentram as maiores diferenças de preço entre pontos de venda.

Entre os principais destaques do levantamento, o preço dos ovos apresentou queda próxima de 30%, recuando de R$ 13,99 em dezembro para R$ 9,90 em janeiro. O arroz manteve trajetória de redução, iniciando 2025 a R$ 23,98, encerrando o ano a R$ 15,29 e registrando novo recuo em janeiro de 2026, quando passou a custar R$ 14,99. O feijão também apresentou variação negativa de 34%, caindo de R$ 6,99, no início de 2025, para R$ 4,59 em janeiro de 2026.

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Comparação anual

Na comparação entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o mamão havaí registrou a maior alta, com aumento de 58,12%, passando de R$ 4,99 para R$ 7,89. Já a maior queda anual foi observada no preço da cenoura, que recuou 49,94%, de R$ 7,97 para R$ 3,99 o quilo.

Série histórica e impacto no orçamento

A análise da série histórica consolidada de 2025, em comparação com o primeiro mês de 2026, aponta predominância de queda nos preços de itens essenciais. O ovo, o arroz e o feijão mantiveram tendência de redução, contribuindo para maior estabilidade no orçamento das famílias.

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Em janeiro de 2026, com o salário-mínimo fixado em R$ 1.621,00, a Cesta de Itens de Primeira Necessidade, composta por 65 produtos, comprometeu 41,80% da renda do trabalhador, o equivalente a R$ 677,58. Já a Cesta Básica, formada por 13 itens definidos pelo Decreto-Lei nº 399/1938, representou 40,16% do salário-mínimo, ou R$ 650,96.

De acordo com o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, os dados indicam um cenário favorável, mas exigem atenção do consumidor. “A pesquisa mostra que os itens essenciais continuam mais acessíveis, preservando o poder de compra da população com o novo salário-mínimo. No entanto, as variações expressivas em frutas e verduras reforçam a importância de pesquisar preços e fazer escolhas conscientes no momento da compra”, afirmou.

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O gerente do Procon de Vitória, Breno Panetto, destacou que a diferença entre estabelecimentos pode representar economia relevante. “Encontrar um mesmo produto com variação superior a 200% evidencia o quanto a pesquisa de preços é fundamental. O consumidor que se informa e compara consegue reduzir gastos e evitar impactos maiores no orçamento, especialmente em um período de alta volatilidade de itens sazonais”, disse.

Segundo o Procon Vitória, o resultado reflete a desaceleração da inflação observada em 2025, em linha com as metas do Banco Central, e indica manutenção do poder de compra para itens essenciais no início de 2026.

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