A semana encerra com movimentos mistos nos principais indicadores do agronegócio brasileiro, segundo dados do Cepea/Esalq. Enquanto o boi gordo mantém trajetória de valorização, o café acumula perdas expressivas no mês. Grãos apresentam oscilações moderadas, com soja e milho sustentando ganhos no período.
A soja fechou a semana em alta no Paraná. No interior do estado, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 120,32 na quinta-feira (26), com avanço semanal moderado e valorização mensal de 0,80%. Em Paranaguá, a cotação chegou a R$ 126,77, acumulando alta de 1,49% no mês. O movimento reflete ajustes pontuais de mercado e demanda externa ainda ativa.
O milho manteve estabilidade no último pregão, com a saca a R$ 69,28. No acumulado mensal, porém, o grão apresenta alta de 4,81%, indicando recuperação gradual dos preços em meio à dinâmica de oferta e expectativas de exportação.
O trigo registrou leve valorização tanto no Paraná quanto no Rio Grande do Sul. A tonelada fechou a R$ 1.175,36 no mercado paranaense e a R$ 1.087,75 no gaúcho. Apesar das variações discretas, o mercado segue atento ao comportamento climático e à competitividade internacional.
No café, o cenário é mais pressionado. O arábica encerrou a quinta-feira cotado a R$ 1.796,15, com leve alta diária de 0,01%, mas acumula queda de 14,25% no mês. O robusta recuou 1,21% no dia, a R$ 1.042,39, e apresenta retração mensal de 13,99%. A pressão reflete ajustes técnicos após picos anteriores e variações no mercado internacional.
O açúcar cristal manteve trajetória de baixa nas principais praças paulistas. Na capital, a saca de 50 kg fechou a R$ 98,14, acumulando queda de 6,44% no mês. Em Santos, o valor médio foi de R$ 107,56, com leve recuo diário.
No mercado pecuário, o boi gordo foi o destaque positivo. A arroba atingiu R$ 352,80 em São Paulo, com alta diária de 0,51% e avanço acumulado de 7,92% no mês. O movimento indica firmeza na demanda e menor oferta pontual de animais prontos para abate.
Frango congelado e resfriado permaneceram estáveis em R$ 7,26 e R$ 7,31 por quilo, respectivamente. A carcaça suína especial também manteve estabilidade em R$ 10,08 por quilo, embora acumule queda mensal de 9,43%. O suíno vivo registrou estabilidade em parte dos estados e leve recuo no Paraná e em Santa Catarina.
No balanço geral, a semana foi marcada por estabilidade com viés positivo para proteínas bovinas e grãos, enquanto o café segue pressionado. O comportamento do clima e das exportações continuará sendo determinante para o mercado nas próximas semanas.