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Economia

Notas antigas do real serão recolhidas

FolhaPress 16/07/2024 19:31

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A primeira família do real segue para o mesmo destino que a antiga cédula de R$ 1 teve há 20 anos: o desaparecimento. O BC (Banco Central) determinou no último dia 9 de julho que todas as notas da primeira versão da moeda brasileira devem ser recolhidas pelas instituições financeiras.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

As notas antigas que continuarem em circulação, no entanto, continuarão com seu poder de compra preservada, ressalta o BC.

Há mais de dez anos, a autoridade monetária iniciava a circulação da segunda família do real com um novo desenho para elevar a segurança, dificultando falsificações, e facilitar a interação de pessoas com deficiência visual, já que as notas passaram a ter marcas em relevo.

As cédulas ficaram visualmente mais limpas em sua frente e conservaram a efígie da República, as cores e os mesmos animais de suas versões antigas. Do lado direito, foi adicionado uma faixa com o valor da nota, e do lado esquerdo, um grafismo com figuras do habitat de cada animal.

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As notas ganharam também novos itens de segurança. Se antes o principal elemento para se proteger era a marca d'água, na segunda família entraram em cena faixas holográficas, quebra-cabeças, fios de segurança, microimpressões e números escondidos.

As dimensões também mudaram. Era tudo do mesmo tamanho na primeira família. Na segunda, a de R$ 2 é a menor, a de R$ 5 um pouco maior, e assim sucessivamente, a exemplo do euro.

Cerca de 3% de cédulas em circulação atualmente são da primeira família, segundo o BC. Considerando que a segunda família está em circulação há 12 anos, a autoridade monetária apontou que as cédulas mais antigas já não estariam em condições para circulação.

"Cédulas em condições não adequadas à circulação geram dificuldades logísticas para toda a cadeia de execução dos serviços de meio circulante, notadamente nas operações de equipamentos bancários que utilizam cédulas, como caixas eletrônicos, máquinas contadoras ou selecionadoras. Cédulas desgastadas e em mau estado também dificultam o reconhecimento de seus elementos de segurança por parte da população", diz.

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PLANO REAL

Há 30 anos, o Plano Real surgia para frear a inflação brasileira e estabilizar a moeda.

Em junho de 1994, a inflação alcançou os patamares recordes de 47,4% ao mês e 4.922% no acumulado em 12 meses. Em julho do mesmo ano, com o início da circulação do real, caiu para 6,84% no mês. Atualmente, a meta é de 3% ao ano.

O lançamento da moeda atual, em 1º de julho daquele ano, foi a terceira e última etapa de um plano de controle da inflação que começou em maio de 1993, quando Fernando Henrique Cardoso assumiu o comando do Ministério da Fazenda.

O ritmo de degola de ministros da Fazenda no governo Itamar Franco (1992-1994) impunha urgência. FHC era o quarto a ocupar o cargo em sete meses de governo.

A CÉDULA DE R$ 1

A nota de R$ 1 desapareceu, mas não é bem assim. A Casa da Moeda parou de produzir a cédula em 2005, e tornou-se cada vez mais difícil usá-la para fazer alguma compra, até porque meios de pagamento digitais tornaram-se mais populares.

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Segundo o BC, no entanto, existem 148 milhões de notas com este valor em circulação em todo o país. Todas essas cédulas ainda podem ser usadas para fazer aquisições, mas ela parece ter ganhado um novo prestígio.

A nota faz sucesso em leilões. O movimento liberal e suprapartidário Livres leiloou uma nota de R$ 1 autografada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e por membros da equipe que gestou o Plano Real pelo valor de R$ 16 mil, em agosto de 2022.

Em pesquisa em plataformas de comércio online, é possível encontrar as cédulas de R$ 1 sendo vendidas por valores que partem de R$ 30.

A medida que a circulação da nota caiu, ela se tornou mais rara, e colecionadores começaram a procurá-la para compor o seu acervo em um mercado que movimenta milhões. A cédula também se valoriza se tiver um conjunto de elementos que podem ser considerados raros pelos colecionadores.

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