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Economia

Natura anuncia demissão de 25% da equipe da Avon International

FolhaPress 13/05/2025 13:29

PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) - A Natura informou que pretende demitir 25% da equipe da Avon International este ano, totalizando 1.100 funcionários, após resultados ruins do braço da empresa fora da América Latina no primeiro trimestre de 2025.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"O fato de as receitas da Avon International ainda estarem abaixo do esperado, somado à persistente volatilidade cambial, desencadeou uma aceleração urgente dos esforços de reestruturação para minimizar a saída de caixa neste ano", afirma a mensagem da administração da companhia que acompanhou os resultados trimestrais divulgados nesta segunda-feira (12).

A receita da Avon International foi de R$ 1,39 bilhões no trimestre encerrado em março.

A implementação dos cortes já começou e deve atingir o auge de impacto nos próximos meses, segundo a empresa. A holding vem buscando alternativas para simplificar a operação da Avon International desde 2024, inclusive com uma potencial venda entre as opções.

SESC PICASSO

O CEO João Paulo Ferreira, em conferência de resultados nesta terça-feira (13), disse que o objetivo da Natura com a restruturação da Avon Internacional é que a operação deixe, a médio prazo, de consumir caixa, mas isso não deve acontecer em 2025. "É improvável zerar o consumo dentro deste ano, mas a expectativa é que haja uma redução."

A aceleração da reestruturação ocorre na sequência de mudanças mais amplas na Natura, anunciadas em março deste ano. A holding Natura&Co, responsável pelos negócios da Natura e da Avon, deixará de existir e será substituída pela Natura Cosméticos S.A., que hoje é responsável apenas pelos negócios da marca brasileira.

A Natura&Co foi criada em 2019, após a fusão da Natura com a Avon. Além das duas marcas, a holding chegou a administrar a The Body Shop (vendida em 2023) e a Aesop (vendida para a L'Oreal também em 2023). Com a simplificação, Natura e Avon serão controladas pela Natura Cosméticos S.A..

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As mudanças na estrutura foram anunciadas após uma queda de quase 30% nas ações da companhia em março, quando a empresa reportou prejuízo de R$ 438,5 milhões no 4° trimestre de 2024, valor bem acima das estimativas do mercado.

Já no primeiro trimestre deste ano, os números vieram acima das expectativas e agradaram o mercado. A Natura teve prejuízo líquido de R$ 150,7 milhões, uma queda de 83,9% em comparação às perdas do mesmo período de 2024.

O Ebitda recorrente da fabricante de cosméticos foi de R$ 789,5 milhões, um aumento de 30,1% em relação ao ano passado e acima dos R$ 623 milhões esperados por analistas em pesquisa LSEG.

A empresa reportou uma receita líquida de R$ 6,68 bilhões no período, montante alinhado à expectativa do mercado. As ações da Natura&Co avançavam mais de 5% nesta terça, em meio à repercussão positiva dos números.

"Os resultados do primeiro trimestre foram, sem dúvida, uma melhoria sequencial e sugerem que a América Latina está de volta à sua trajetória de recuperação de margem", afirmaram analistas do Citi em relatório a clientes.

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A Natura&Co Latam fechou o primeiro trimestre com margem Ebitda recorrente de 15%, saindo de 9,6% no quarto trimestre, reflexo da performance da Onda 2 (projeto de integração das marcas Natura e Avon na América Latina) e melhora nas despesas gerais e administrativas em relação à receita.

"Reforço o nosso compromisso e confiança na jornada de expansão de margem recorrente ano contra ano", afirmou Ferreira. Ele também destacou que a implementação da Onda 2 deve ser concluída no segundo trimestre no México e no terceiro trimestre na Argentina, e que os custos de transformação devem ser concluídos neste ano e não devem exceder o total registrado em 2024.

A diretora financeira da companhia, Silvia Vilas Boas, também destacou que o grupo vai fazer os ajustes de preços que forem necessários conforme a dinâmica do mercado, enquanto reforçou o compromisso de reduzir a volatilidade da margem Ebitda e melhorar a conversão de caixa da empresa.

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