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Economia

Mundo vê País como estável para comércio e aberto a negociações, diz presidente da ApexBrasil

Estadão Conteúdo 17/07/2026 12:45

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Müller, defendeu que o mundo enxerga o Brasil como estável para comércio e aberto para negociações. Segundo ele, 651 mercados foram abertos para produtos do agronegócio nacional desde 2023.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"É um novo olhar sobre novas oportunidades a partir de um novo cenário do comércio internacional", disse Müller durante entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

"Tivemos agora o acordo Mercosul-União Europeia desde o dia 1º de março, temos o acordo com o Efta, temos o início da negociação com o Japão", listou. "O mundo olha de um jeito diferente para o Brasil, de um país estável, um país democrático, um país que se abre, um país que negocia, negocia, negocia. Então, a gente está sendo demandado pelos países asiáticos."

SESC PICASSO

Nesse sentido, o presidente da Apex disse que, frente ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o País vai buscar exportar para destinos para os quais ainda não exporta.

Os setores mais afetados pela nova sobretaxa de 25%, confirmada esta semana, são móveis, cosméticos, plástico, calçados, material elétrico e máquinas. "A diversificação que nós vamos trabalhar é com todos os setores afetados pelo tarifaço. Os que já estavam e os que estão agora. Mas, sobretudo, aqueles que têm um impacto exclusivo sobre o Brasil", disse. Ele lembrou que vários setores estão sofrendo com tarifas que não incidem só sobre a exportação brasileira.

Impacto nos EUA

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Laudemir Müller também afirmou que os Estados Unidos não têm alternativas de diversificação para alguns produtos importados do Brasil.

"O impacto vai ser uma renegociação de contratos, restrição, mas o comércio ainda vai fluir com o impacto inflacionário nos Estados Unidos. Por exemplo, o café. O café foi assim e teve um impacto grande lá, agora está isento", argumentou. "Mel era um outro exemplo, que não tinha como os Estados Unidos diversificar".

Segundo ele, o governo brasileiro ainda trabalha nos detalhes da nova sobretaxa de 25%, anunciada esta semana, e mede o impacto e o diferencial de competitividade de cada setor, levando em conta também a magnitude da tarifa. Müller argumentou que, para alguns setores, o tarifaço inviabiliza o negócio, como era o caso do setor de pescados, agora isento.

Negociação

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Sobre a continuidade das negociações com os americanos, o presidente da ApexBrasil respondeu: "Acreditamos sempre na janela de negociação, e é um trabalho que vimos fazendo e vamos continuar com o setor privado".

De acordo com Müller, o maior dano ao comércio internacional ocorre quando não apenas se deixa de exportar, mas quando se rompe o relacionamento. "Porque o relacionamento demora para ser construído. Uma madeira para construção brasileira que vai para a exportação tem uma especificidade, uma característica, tem um jeito que o setor americano recebe", explicou.

"Quando isso se quebra, esse é um grande prejuízo. E o grande prejuízo é quando uma empresa brasileira é substituída por um outro fornecedor de algum outro país. Então, esse é um grande dano que tem risco, sim, de acontecer. E é isso que a gente trabalha para evitar", completou.

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