O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de Jair Bolsonaro para receber visitas de Flávio, seu primogênito, candidato à Presidência pelo PL. A determinação foi proferida pelo ministro nesta terça-feira, 6.
Na segunda, 5, dia seguinte ao primeiro turno das eleições, os advogados do ex-presidente protocolaram petição a Moraes para que o senador volte a visitar o pai. Flávio recebeu 47% dos votos e terminou a primeira etapa à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 45%.
A defesa de Jair Bolsonaro alega que as restrições a visitas não são mais necessárias e faz menção a um encontro, de natureza familiar.
Flávio não pode visitar Jair Bolsonaro - em prisão domiciliar em Brasília -, desde o dia 13 de julho, quando Moraes vetou os encontros por 90 dias. A suspensão se deu depois de Flávio divulgar uma carta escrita à mão pelo pai, em meio a disputas internas no Partido Liberal (PL), ainda na pré-campanha. O texto, intitulado "Carta aos Brasileiros" foi lida em transmissão ao vivo.
À época, a conduta do senador foi interpretada pelo ministro do STF como uma manobra para burlar a proibição de que o ex-presidente se manifestasse em eventos com caráter político-eleitorais. Pela decisão do ministro, a restrição a visitas vale até o próximo domingo, 11.