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Economia

Ministro substitui Lula no 1º de Maio e defende permanência de Lupi na Previdência

FolhaPress 01/05/2025 13:28

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro Márcio Macêdo, da Secretaria-Geral da Presidência, defendeu a permanência de Carlos Lupi, da Previdência Social, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diante das denúncias de fraudes com descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). As declarações foram dadas nesta quinta (1º) durante o evento unificado das centrais sindicais pelo 1º de Maio, Dia do Trabalho, na praça Campo de Bagatelle, zona norte da capital paulista.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Para Macêdo, não há "nada que desabone" Lupi até o momento.

Macêdo representou Lula, que não irá às celebrações do 1º de Maio. No ano passado, foi alvo de "bronca" do presidente após o fiasco de público nas manifestações realizadas no estádio do Corinthians, em Itaquera, zona leste de SP.

Ele ainda defendeu as investigações, afirmou que quem for culpado deverá ser punido com o "rigor da lei" e disse que é preciso devolver o dinheiro a quem é de direito.

SESC PICASSO

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a permanência de Lupi no cargo passa por uma avaliação política e não por uma questão de culpa.

"Ontem [quarta-feira, 30], foi anunciado um novo presidente do INSS, que é por onde passa todo o processo necessário de manuseio das ferramentas para dar resposta efetiva para a sociedade brasileira das soluções. As diretrizes de determinação do presidente Lula são para apurar e resolver. Portanto, o ministro Lupi tem as ferramentas agora com a nova gestão do INSS para poder tomar as decisões, fazer as correções de rota e dar garantia à sociedade que o INSS é uma instituição séria", afirmou Marinho.

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Operação da Polícia Federal e da CGU (Controladoria-Geral da União) desmontou um esquema de fraudes no INSS, que levou à demissão do presidente do instituto, Stefanutto, e ao afastamento de quatro servidores do órgão e mais um policial federal.

As investigações apontaram haver indícios de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões, e destacaram o "careca do INSS" como um dos principais responsáveis pelo esquema.

Os descontos ilegais teriam começado em 2016, ganhado força em 2019 e disparado após movimentações do Congresso que impediram mudanças duras na legislação para proteger os segurados, chegando a números bilionários a partir de 2023.

AUSÊNCIA DE LULA E FIM DA ESCALA 6X1

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Macêdo justificou a ausência de Lula dizendo que o presidente recebeu as centrais sindicais no último dia 29, que entregaram a ele uma pauta com as reivindicações da categoria, incluindo fim da escala 6x1, diminuição da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, isenção do Imposto de Renda a quem ganha até R$ 5.000, valorização do salário mínimo, entre outros temas.

Em resposta, Lula gravou pronunciamento, divulgado na noite de quarta-feira (30), no qual defende discussão com todos os setores para o fim da escala 6x1, movimento que, segundo fontes da Folha, cresce entre o governo e parlamentares progressistas.

"A jornada 6x1 é a mais cruel, especialmente para as mulheres. Pensar numa solução é importante, muito importante, importante que as centrais [sindicais façam] esse exercício de unidade para dialogar com o Congresso, convencer os parlamentares brasileiros. Isso é bom para o Brasil, é bom para os trabalhadores, mas é bom para as empresas", disse Marinho.

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