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Economia

Ministro propõe crédito permanente para aéreas como no agronegócio

FolhaPress 25/03/2024 20:21

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, defendeu uma linha de crédito permanente como forma de socorro a companhias aéreas em crise, como ocorre para produtores rurais em dificuldade.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Da mesma forma que o agronegócio tem uma agenda de crédito, como o setor da indústria e o da tecnologia da informação, é natural e importante que as companhias aéreas no Brasil possam ter esse crédito", afirmou o ministro na manhã desta segunda-feira (25), após apresentação da reformulação do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.

Segundo Costa Filho, a expectativa é que o tema avance em abril, após conversas com as companhias. O ministro afirma que o tema está sendo discutido com o Ministério da Fazenda e com o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Fazenda disse que não se manifesta sobre medidas não anunciadas. Já o BNDES afirma aguardar definição da pasta comandada por Fernando Haddad.

A Gol não quis comentar. Já a Latam e a Azul não responderam até a publicação deste texto.

Costa Filho falou sobre a criação de uma linha de crédito para o setor aéreo ao ser questionado se o governo iria colocar recursos públicos para socorrer empresas aéreas.

SESC PICASSO

A gestão Lula estuda há alguns meses um pacote de socorro às companhias. Representantes do setor costumam se queixar de que o governo brasileiro não deu suporte às empresas aéreas na pandemia, diferentemente do que fizeram os governos dos Estados Unidos e de países europeus.

As companhias vêm negociando os recursos com o governo para ajudá-las a atravessar crise imposta pela pandemia. No fim de janeiro, a Justiça dos EUA aceitou o pedido de recuperação judicial da Gol. Na ocasião, a empresa anunciou US$ 8,3 bilhões (R$ 40,7 bilhões) em dívidas.

"É natural e importante que as companhias aéreas no Brasil possam ter esse crédito, isso dá previsibilidade e elas se estruturam para comprar aeronaves", disse Costa Filho, sem citar detalhes de como seria essa linha de financiamento ou números.

CONTADOR - BONUS

Segundo ele, Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, começou a ouvir as companhias aéreas na sexta-feira (22) e deve conversar com todas até nesta semana.

"A partir daí a gente formata uma proposta que possa atender ao setor da aviação brasileira. Essa é uma determinação e um desejo do presidente Lula", disse Costa Filho.

Costa Filho citou projeção de mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados nos próximos cinco anos no setor aéreo --desse total, R$ 2 bilhões estão previstos em contrato para o período pela espanhola Aena na concessão do aeroporto de Congonhas.

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