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Mercado reduz projeção da inflação de 2026 para 5,02% pela sexta semana seguida

Boletim Focus também aponta leve corte na expectativa para o PIB, enquanto projeções para dólar e Selic permanecem estáveis

Vitória News 10/08/2026 10:06
Mercado reduz projeção da inflação de 2026 para 5,02% pela sexta semana seguida
Foto: Rafa Neddermeyer/ABr

O mercado financeiro reduziu pela sexta semana consecutiva a projeção para a inflação brasileira em 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,03% para 5,02%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Há quatro semanas, a expectativa era de que a inflação oficial encerrasse o ano em 5,16%. A sequência de revisões para baixo indica uma melhora gradual nas estimativas dos analistas para o comportamento dos preços ao longo do ano.

A previsão para o crescimento da economia também foi reduzida. O mercado passou a estimar expansão de 1,98% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ante 1,99% nas cinco semanas anteriores.

Para o câmbio, a expectativa permanece em R$ 5,20 por dólar, nível mantido há oito semanas. A projeção para a taxa básica de juros também não mudou e indica Selic de 13,75% ao ano no fim de 2026.

Nas estimativas para 2027, a inflação projetada permanece em 4,22%. A previsão para o crescimento do PIB, porém, caiu de 1,57% para 1,52%. O mercado estima ainda dólar a R$ 5,28 e Selic de 12% ao ano ao fim do próximo ano.

Para 2028, as projeções seguem estáveis: inflação de 3,80%, crescimento econômico de 2%, dólar a R$ 5,30 e taxa Selic de 10,50% ao ano.

SESC PICASSO

A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. Juros mais elevados tendem a encarecer o crédito e reduzir o ritmo do consumo e dos investimentos, diminuindo a pressão sobre os preços.

Quando a Selic é reduzida, o efeito esperado ocorre no sentido contrário, com condições mais favoráveis ao crédito e maior estímulo à atividade econômica, embora o Banco Central também leve em consideração os riscos para a inflação.

CONTADOR - BONUS

Na reunião encerrada em 5 de agosto, o Comitê de Política Monetária reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo dos juros básicos.

O Banco Central avaliou que a redução é compatível com a estratégia de conduzir a inflação para a meta, ao mesmo tempo em que busca suavizar as oscilações da atividade econômica.

Apesar da desaceleração recente dos preços, a autoridade monetária continua indicando cautela. O cenário internacional permanece marcado por incertezas, enquanto, no ambiente doméstico, a atividade econômica apresenta perda gradual de ritmo e o mercado de trabalho continua aquecido.

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