Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 10h27m
Vitória News — Um jornal de verdade
Economia

Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 2025 e mantém expectativa de juros altos

Vitória News 07/07/2025 10:20

O mercado financeiro voltou a revisar para baixo a estimativa da inflação oficial do Brasil em 2025. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central, a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,2% para 5,18%. Essa é a sexta redução consecutiva nas projeções das instituições financeiras.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Mesmo com a queda na estimativa, a previsão para 2025 segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — ou seja, limite superior de 4,5%.

Para os próximos anos, a expectativa do mercado é de estabilidade: 4,5% em 2026, 4% em 2027 e 3,8% em 2028.

Inflação em desaceleração

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação de maio foi de 0,26%, inferior à registrada em abril (0,43%). No acumulado do ano, o IPCA soma 2,75%. Em 12 meses, o índice chega a 5,32%.

Juros altos e cautela do Copom

Mesmo com a desaceleração inflacionária, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual na última reunião, fixando-a em 15% ao ano. Foi a sétima alta consecutiva dentro de um ciclo de aperto monetário.

Em ata divulgada após o encontro, o Copom sinalizou que a taxa deverá ser mantida no mesmo patamar nas próximas reuniões, mas não descartou novas elevações caso a inflação volte a subir.

SESC PICASSO

A decisão surpreendeu parte dos analistas, que esperavam manutenção da Selic. Agora, o mercado projeta que a taxa permaneça em 15% até o fim de 2025, com recuo apenas em 2026, para 12,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Taxas mais altas encarecem o crédito, desestimulam o consumo e a produção, mas também dificultam o crescimento da economia. Quando há corte nos juros, há incentivo ao consumo e à atividade econômica, o que pode pressionar os preços.

PIB em leve alta e dólar acima de R$ 5,70

CONTADOR - BONUS

A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2025 passou de 2,21% para 2,23%. Em 2026, houve leve ajuste para baixo, de 1,87% para 1,86%. Para 2027 e 2028, a estimativa é de avanço de 2% ao ano.

O crescimento registrado no primeiro trimestre de 2025 foi de 1,4%, puxado especialmente pelo setor agropecuário. Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 3,4%, acumulando quatro anos seguidos de expansão — o melhor desempenho desde 2021, quando o avanço foi de 4,8%.

Em relação ao câmbio, o mercado prevê que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,70. Para o fim de 2026, a expectativa é de leve alta, com a moeda norte-americana chegando a R$ 5,75.

Fonte: Banco Central / IBGE / Agência Brasil (ABr)
Compartilhe esta notícia
Anuncio - Raimundo - Bonus

Notícias Relacionadas