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Economia

Lula reitera anulação de leilão GLP e diz querer reverter privatização de ativos estratégicos

Estadão Conteúdo 02/04/2026 12:43

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o leilão de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e afirmou que a operação ocorreu à revelia do governo federal e da direção da Petrobras. Segundo ele, a medida será revista e não terá efeitos duradouros sobre o preço do gás de cozinha. "Fizeram um leilão contra a vontade do governo e da presidente da Petrobras", disse nesta quinta-feira, 2.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Lula declarou ainda que está "ansioso" para adquirir novamente a distribuidora de gás e que o governo atuará para evitar repasses de preços elevados ao consumidor final, em meio à pressão internacional sobre combustíveis.

O presidente disse também que pretende reverter a privatização de ativos estratégicos no setor de energia, defendendo que a Petrobras volte a ser dona da refinaria da Bahia. Segundo ele, não é possível permitir que a BR Distribuidora permaneça sob controle da iniciativa privada repassando aumentos de preços que não foram praticados pela estatal.

SESC PICASSO

As declarações ocorreram em evento de tom eleitoral em Salvador (BA), com a presença de expoentes do PT na região: o ministro da Casa Civil, Rui Costa - em sua última agenda como chefe da pasta -. o senador Jaques Wagner, e o governador do Estado, Jerônimo Rodrigues.

Durante a fala, Lula voltou a dizer que o leilão será anulado e questionou a condução do processo dentro da estatal, afirmando desconhecer o diretor responsável pela iniciativa. "O leilão do GLP será anulado. Foi feito por um diretor da Petrobras que eu desconheço", destacou.

O leilão realizado na véspera vendeu cerca de 70 mil toneladas de GLP, com ágios superiores a 100% em alguns polos, o que pode pressionar o preço do botijão de 13 quilos no mercado interno.

CONTADOR - BONUS

Conforme apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o aumento mais expressivo foi registrado no polo de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, onde o gás de cozinha passou de um preço mínimo de R$ 33,37 para R$ 72,77 ágio de 117% sobre o valor de referência. Já no polo de Belém (PA), o ágio foi de 54,5%, segundo fontes próximas ao assunto, com o lote de 3 mil toneladas sendo arrematado por R$ 1.675, ante preço mínimo de R$ 935.

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