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Economia

Lula grava vídeo pedindo que Motta e Alcolumbre aprovem MP que acaba com taxa das blusinhas

Estadão Conteúdo 18/08/2026 21:45

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um vídeo nesta terça-feira, 18, pedindo que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aprovem a medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas. Lula disse não saber o motivo pelo qual integrantes do comércio varejista são contrários ao fim da taxa.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Eu não sei por que algumas pessoas estão incomodadas, achando que isso prejudica o comércio. Se você entrar em uma loja qualquer, você vai ver que as roupas vêm de Bangladesh, do Vietnã e da China. Estou convencido de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas", disse o presidente.

O prazo final para a aprovação da medida provisória que acaba com a taxa é 8 de setembro. O governo espera que as Casas a votem na semana de esforço concentrado que deve acontecer no Congresso antes do primeiro turno das eleições.

SESC PICASSO

No vídeo gravado por Lula, que foi distribuído pela equipe que coordena a sua campanha à reeleição, Lula questiona que a classe média pode gastar muito no exterior sem pagar impostos e que a taxa das blusinhas seria uma punição para os mais pobres.

"Por que uma pessoa da periferia, uma mulher, uma jovem, um menino, compra um negócio de 50 dólares e querem taxar? É apenas uma questão de justiça e eu tenho certeza de que, se tratando de justiça, o Senado e a Câmara vão votar para que o povo brasileiro possa comprar as coisas que eles precisam sem ninguém perturbá-los", disse o presidente.

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A taxa das blusinhas, que tributava compras de até 50 dólares, foi criada pelo governo em 2024, atendendo a demandas do comércio varejista que afirmava que os sites de produtos vindos do exterior praticavam uma concorrência desleal.

A medida, porém, se mostrou impopular e um dos pontos mais criticados pelo eleitorado, de acordo com pesquisas de opinião pública. Por isso, em maio, o governo decidiu voltar atrás e suspender a taxação. Para que isso se concretize, é preciso a aprovação pelo Congresso da Medida Provisória. Caso isso não ocorra, a tarifa vai ficar ativa semanas antes do pleito presidencial.

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