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Lula diz que Trump 'não tem palpite' no Brasil e faz novas críticas a ricos

FolhaPress 21/08/2025 14:09

SOROCABA, SP (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (21) que o presidente americano, Donald Trump, "não tem palpite" na política brasileira e que seu governo deve ter como prioridade cuidar do povo brasileiro.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ele fez uma breve menção ao mandatário dos Estados Unidos, enquanto comentava políticas de saúde. Lula também fez algumas críticas aos ricos, afirmando que a elite brasileira e bancos o criticam por investir dinheiro nos mais pobres.

"A palavra correta não é governar, é cuidar. Eu vou cuidar deste país. É por isso que o presidente americano não tem palpite aqui", disse.

O presidente discursou num evento em Sorocaba para a entrega de 400 unidades odontológicas móveis (que são vans equipadas para atendimento com dentistas) a prefeituras que participam do programa Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Saúde em todo o país.

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Lula emendou o recado a Trump, sem mencionar o nome do americano, num comentário em que relacionava saúde bucal ao sentimento de dignidade. Ele também afirmou que a defesa da soberania nacional não se faz apenas com a proteção das fronteiras, dos mares e do espaço aéreo, mas também com investimento em políticas de bem-estar ou, em suas palavras, "cuidar do povo".

Nesse contexto, ao afirmar que dá prioridade a programas sociais no Orçamento federal, o presidente criticou a elite financeira e aos ricos em geral. Segundo Lula, o apoio dos mais ricos às privatizações da Eletrobras e da BR Distribuidora (antiga subsidiária da Petrobras, que hoje é a Vibra) ocorreu apenas visando o lucro.

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"O pobre usa energia do mercado regulado, que é a energia regulada pelo governo, o rico usa energia do mercado livre. Sabe qual o resultado disso? O rico paga mais barato do que os pobres", afirmou. "É por isso que eles privatizaram a Eletrobras. Benefício para quem? Quem é que ganhou com a privatização da BR Distribuidora, da Petrobras? O que sobrou para nós? Nada."

Lula também deu a entender que sua política social sofre críticas de bancos, pois não é voltada ao lucro ou à especulação financeira. "Quando um governo como o meu gasta —gasta não, investe— R$ 400 bilhões para fazer política de inclusão social, tem gente que não gosta. Tem gente que acha que esse dinheiro deveria ir para a especulação", argumentou. 'Os banqueiros [dizem]: para quê gastar dinheiro com pobre? Esse Lula é um babaca'".

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Lula ignorou o relatório final da Polícia Federal em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram indiciados por tentativa de obstrução de Justiça. Outros integrantes do governo também existam comentar o assunto.

"Posso dizer que hoje o presidente Bolsonaro, onde ele estiver, o SUS (Sistema Único de Saúde) vai sempre estar atendendo ele", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), ao ser questionado sobre sua opinião pessoal sobre o indiciamento.

Padilha ressaltou que o governo não fazia compras de unidades odontológicas móveis há meus de dez anos. Além das 400 unidades entregues nesta quinta-feira, o governo prometeu a entrega de outras 400 unidades até o fim do ano.

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