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Economia

Lula defende Haddad e afirma que não precisa de técnico do FMI para dizer o que é responsabilidade fiscal

FolhaPress 25/06/2025 18:37

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma nova defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (25), em um momento de tensão em que o Congresso ameaça impor uma nova derrota à gestão petista.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Vocês sabem a seriedade com que o Haddad trata economia. Que nós estamos há quase três anos tentando consertar a economia. Primeiro foi a PEC da Transição e depois a reforma tributária, uma coisa feita a 503 irmãos na Câmara e a 81 no Senado. Não era o que nenhum de vocês queria, nem o que eu queria. Foi o possível", disse.

Durante evento do setor energético, Lula afirmou ainda não precisar que "nenhum técnico do FMI (Fundo Monetário Internacional)" lhe diga o que é responsabilidade fiscal.

O petista também reclamou do excesso de cobranças em relação ao déficit fiscal em comparação a gestões anteriores, citando nominalmente o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, do governo de Jair Bolsonaro (PL).

"Agora mesmo, todo mundo fala de déficit fiscal, mas quem é que se preocupava com déficit fiscal no governo passado? Quem foi o empresário que foi na imprensa reclamar que o [Paulo] Guedes tava desrespeitando o déficit fiscal?"

SESC PICASSO

"Seriedade com a economia não é fazer mágica, é a gente saber que se a gente errar o tombo pode ser pior. E eu sei o que é um tombo porque eu quebrei minha cabeça num tombo", acrescentou, em referência à queda que sofreu no final de 2024.

Em suas falas, Lula também mandou recados a empresários, criticando os incômodos da categoria em pagar benefícios a funcionários. "Tem horas que a gente tem que deixar os nossos interesses individualizados, e pensar um pouco nesse país", disse.

No evento, o governo anunciou a elevação do percentual do etanol na gasolina de 27% para 30%, além de autorizar o aumento da participação do biodiesel no diesel.

CONTADOR - BONUS

As mudanças foram decididas na 2ª reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética, da qual Lula participou ao lado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Lula se mostrou impressionado de ouvir elogios a políticas públicas por parte dos empresários que participaram da reunião.

"É a primeira vez que participo de encontro que os empresários têm coragem de elogiar a política pública que está sendo criada pelo governo. É o depoimento de um presidente da República. É a primeira vez em 12 anos que os empresários pegam o microfone para elogiar politica pública. Além de interessar a vocês, ela interessa ao Brasil", afirmou o presidente. A fala foi aplaudida pelos participantes do evento.

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