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Lula dá bronca em Haddad após crise do Pix e diz que portarias sensíveis devem passar pelo Planalto

FolhaPress 20/01/2025 10:49

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu bronca, nesta segunda-feira (20), em seus ministros mencionando, de forma indireta, a mais recente crise do Pix. Ele sinalizou ainda que quer aumentar o controle sobre atos dos ministérios.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Daqui para frente, nenhum ministro vai poder fazer uma portaria que depois crie confusão para nós sem que passe pela presidência através da Casa Civil. Muitas vezes a gente pensa que não é nada, faz uma portaria qualquer e depois arrebenta e cai na Presidência da República", afirmou.

Lula não mencionou Fernando Haddad (Fazenda) ou a instrução normativa da Receita Federal que ampliava a fiscalização sobre transações de pessoas físicas via Pix que somarem ao menos R$ 5.000 por mês. Mas a onda de desinformação que seguiu a publicação da nova norma fez o governo admitir derrota e recuar na medida.

A declaração foi feita durante a primeira reunião ministerial do ano, que ocorre na Granja do Torto nesta manhã. O encontro reúne todo o primeiro escalão do governo, além de líderes no Congresso, e deve durar o dia inteiro.

SESC PICASSO

Está prevista entre os discursos de abertura do encontro o do novo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, pela primeira vez para todo o primeiro escalão do governo. Ele tomou posse na terça-feira passada e já se envolveu a crise do Pix.

Como a Folha mostrou, um dos seus primeiros atos à frente da pasta foi encomendar uma campanha com foco em autônomos e empreendedores, após diagnosticar grande desgaste com esse público. Na avaliação de aliados do presidente, o diálogo com o segmento já era difícil e piorou ainda mais com a disseminação de fake news sobre a taxação do Pix.

CONTADOR - BONUS

Um dos principais desafios de Sidônio, segundo integrantes do governo, será justamente de alinhar o discurso da Esplanada. Há no Palácio do Planalto um entendimento de que muitos ministros ao proporem uma medida ou tomarem uma decisão nem sempre estão alinhados com o núcleo de governo, ou seja, com o que o presidente quer.

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