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Economia

Lucro do BB cai, mas vem maior do que o esperado, Capitólio encerra paralisação e outros destaques do mercado

FolhaPress 13/11/2025 08:36

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A safra do Banco do Brasil foi ruim no último trimestre, mas não tão ruim quanto poderia ser. O agronegócio continua dando trabalho para o banco estatal.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Também aqui: acenderam as luzes no Capitólio e outros destaques do mercado nesta quinta-feira (13).

**SAFRA RUIM**

Se algo não sai do jeito que você esperava, às vezes é melhor agradecer o fato de não ter saído pior do que a encomenda. É mais ou menos esse o caso do Banco do Brasil.

O banco estatal reportou nesta quarta-feira (12) um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre de 2025, 60,2% menor do que há 12 meses. Pelo menos, o número veio um pouco acima das expectativas. Ufa?

O QUE ROLOU?

O pessoal do agro não está com as contas em dia. O BB passa por um momento de forte inadimplência dos clientes do campo, que compõem uma parte importante da clientela.

"Destaca-se que, além do aumento da inadimplência, em especial na carteira agro, houve agravamentos em casos específicos em Grandes Empresas", diz o balanço do BB.

Entre os motivos para o acúmulo das dívidas estão o aumento dos custos da produção —gastos com fertilizantes, maquinário, mão de obra, entre outros—, eventos climáticos que prejudicam a safra e falta de experiência com gestão financeira, no caso de pequenos produtores.

NÃO É EXCLUSIVO

Outros grandes bancos que atuam no Brasil também se preocupam com o patamar de endividamento no país —mas não contam tanto com o agronegócio para fazer as contas fecharem.

SESC PICASSO

As instituições sinalizaram que estão tomando mais cuidado na hora de conceder crédito, com medo do crescimento da inadimplência. Não se esqueça de que a taxa Selic está em 15% ao ano, maior nível registrado em quase 20 anos, fator que encarece os empréstimos.

O surgimento de novas recuperações judiciais de empresas também está no radar dos executivos.

MAIS PROBLEMAS

Mesmo com os juros em território restritivo, as carteiras de crédito continuam crescendo —inclusive a do BB.

Preocupa os bancos as taxas de crescimento serem maiores nas modalidades de crédito de maior risco, como o rotativo e o crédito pessoal consignado, no caso de pessoas físicas.

**A LUZ VOLTOU**

Acabou…? Nesta quarta-feira à noite, o Congresso dos EUA chegou a um acordo para terminar a mais longa paralisação do setor público da história americana.

O acordo foi concluído no fim de semana em negociações a portas fechadas entre senadores democratas e republicanos. O texto reverte as demissões de servidores federais iniciadas pela Casa Branca e garante o pagamento retroativo aos funcionários afastados.

↳ A medida estende o financiamento do governo até 30 de janeiro, mantendo o ritmo de expansão da dívida pública, que soma US$ 38 trilhões e cresce cerca de US$ 1,8 trilhão por ano.

O entendimento dividiu os democratas, muitos dos quais acusam os senadores do partido de cederem a Trump e aos republicanos.

CONTADOR - BONUS

…OU NÃO?

O “shutdown” prejudicou o funcionamento de programas de assistência alimentar, o pagamento a centenas de milhares de servidores e o sistema de controle de tráfego aéreo do país.

A queda acentuada e prolongada nos gastos federais tende a ter um efeito cascata, eventualmente reduzindo gastos do consumidor. As empresas podem ter acesso dificultado a empréstimos federais, fonte importante de financiamento.

Isto é, tudo isso pode impactar o PIB (Produto Interno Bruto) americano em um ano em que sobram desafios para a economia do país.

**XEPA?**

Pode ser que as visitas ao mercado estejam pesando menos no seu bolso. Você percebeu? A sensação de alívio entre os brasileiros não é total, mas existe.

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou a 0,09% em outubro, segundo dados divulgados no início da semana.

A taxa é a menor para meses de outubro em 27 anos, desde 1998 (0,02%) —resultado abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,15%.

O índice acumulado de 12 meses também recuou: passou a 4,86% até outubro, depois de marcar 5,17% até setembro.

A proporção de brasileiros que acredita que os preços dos alimentos nos mercados subiram no último mês foi de 58%, queda de cinco pontos percentuais na base mensal, segundo pesquisa Genial/Quaest.

SUAVE NA NAVE?

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Falando assim, até parece que nada vai mal. Vamos com calma.

Na visão de analistas, o bom desempenho da inflação se deve a uma combinação de sorte no clima (o suficiente para não atrapalhar muito a safra no campo), fatores externos, como a queda de juros nos Estados Unidos, e a política monetária de juros em patamares restritivos.

Há quem pense que uma taxa de desemprego muito baixa, cenário que vivemos no Brasil hoje, pode contribuir com a aceleração da inflação. Mas, ainda que a maioria da população esteja ganhando um salário, a capacidade de consumo está limitada pelo endividamento.

Dívida limita a demanda, e a inadimplência é um sinal de que o endividado não tem mais capacidade de consumir —o que seguraria o avanço da inflação.

Isso significa que, ainda que a inflação não esteja pressionando tanto o bolso dos brasileiros, a vida financeira da população continua difícil.

**O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER**

Desagradou? Ações do SoftBank caem 3,5% depois da instituição vender toda sua participação na Nvidia.

Corre atrás. O Goldman Sachs prevê que as ações de empresas americanas terão desempenho inferior às de outros países, como emergentes, China e Índia.

R.I.P. A “penny”, moeda de 1 americana de 1 centavo, morreu aos 232 anos.

Faca afiada. Os Correios fatiarão o empréstimo de R$ 20 bilhões que precisam para salvar as finanças. É uma tentativa de atrair mais credores e conseguir financiamentos melhores.

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