Líderes que tiveram atritos com o presidente dos EUA, Donald Trump, receberam com certo alívio a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, nesta quarta-feira, 4, e passaram a projetar uma política externa americana menos combativa.
Entre políticos progressistas, o resultado foi visto como parte de uma tendência de retomada liberal no mundo, após reveses recentes de populistas de direita em países como Hungria, Brasil e Sérvia.
O primeiro-ministro social-democrata da Espanha, Pedro Sánchez, escreveu no X que os americanos votaram "contra o ódio, contra o machismo, contra a negação climática e contra os privilégios das elites". "Aconteceu no Brasil. Acabou de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha", disse Sánchez, que enfrenta eleição em 29 de novembro.
O chanceler da Noruega, Espen Barth Eide, afirmou que a maioria dos americanos teria enviado uma mensagem clara de que "já teve o suficiente do MAGA e agora quer um rumo diferente", acrescentando: "Chega de polarização".
No Reino Unido, o primeiro-ministro Andy Burnham disse esperar que o resultado leve Washington - e outras capitais - a focar no fim da guerra com o Irã, que impulsionou os preços dos combustíveis e virou fonte de insatisfação para eleitores.
Já os vizinhos dos EUA evitaram conclusões imediatas sobre um eventual impacto nas relações com Washington. "Devemos esperar para ver", disse a presidente do México, Claudia Sheinbaum. No Canadá, o ministro do Comércio, Dominic LeBlanc, afirmou que ainda não está claro se o resultado fortalece a posição de Ottawa nas negociações para reduzir a tensão em uma guerra comercial.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).