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Irena aponta em relatório que Brasil evitou gastar US$ 32,4 bi em energia fóssil em 2025

Estadão Conteúdo 03/07/2026 13:40

A Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês) apontou, em relatório publicado na quinta-feira, 2, que a infraestrutura de energia renovável no Brasil evitou gastos de US$ 32,4 bilhões em energia fóssil, que deixou de ser importada ou consumida no ano de 2025. Isso colocou o país na terceira posição entre as 20 maiores economias mundiais.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A China lidera o levantamento ao deixar de gastar US$ 176,8 bilhões. Os EUA vêm na sequência, com um montante de US$ 34,6 bilhões. Para quantificar isso, a Agência Internacional fez um comparativo da geração a partir de fontes renováveis em 2025 com um cenário em que cada país atenderia à mesma demanda ampliando seu parque existente de usinas a carvão e a gás.

Ou seja, não é exatamente uma economia de gastos porque os recursos foram direcionados para as fontes limpas. Ao considerar, no total, as 20 principais economias, a energia renovável evitou gastos estimados em US$ 377 bilhões (em valores de 2025) com as fontes fósseis. Isso significa que cerca de 6,6 gigatoneladas (Gt) de dióxido de carbono (CO2) deixaram de ser emitidas em 2025.

SESC PICASSO

Para o Brasil, a geração de energia renovável impediu a emissão de aproximadamente 432 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) em 2025. "A expressiva geração hidrelétrica do país é avaliada em comparação com a geração a gás e carvão que, de outra forma, teria operado, ainda que hoje reste pouca geração de origem fóssil em seu sistema", diz o levantamento ao tratar do Brasil.

Em nota, ao comentar os números, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que está conduzindo "ações estratégicas" para acelerar a transição energética e possibilitar a descarbonização da economia. "O Brasil demonstra ao mundo que é possível combinar segurança energética, competitividade e sustentabilidade", disse o ministro Alexandre Silveira em comentário divulgado pelo Ministério.

CONTADOR - BONUS

O governo federal oficializou ontem o documento que apresenta projeções para a evolução da oferta e da demanda de energia no Brasil nos próximos dez anos. É o chamado Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035). Há perspectiva de investimentos da ordem de R$ 3,5 trilhões ao longo do horizonte decenal para sustentar o crescimento da demanda interna, a modernização da infraestrutura e a "inserção competitiva" do Brasil na economia de baixo carbono, de acordo com a estimativa.

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