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Economia

Investigação do MP e Polícia civil revela fraudes de R$ 40 milhões contra Banco do Brasil no Rio

Vitória News 21/11/2024 09:42

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil realizam, nesta quinta-feira (21), uma operação contra um esquema criminoso que causou prejuízo de mais de R$ 40 milhões ao Banco do Brasil. A ação cumpre 16 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a 11 suspeitos de integrarem a quadrilha, que utilizava tecnologias clandestinas para invadir sistemas bancários.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Esquema sofisticado: como agia o grupo criminoso

Conforme apurado pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo operava desde dezembro de 2023. Usando modens e roteadores ilegais, os criminosos acessavam os sistemas internos de agências bancárias no Rio de Janeiro. A partir dessa invasão, obtinham dados sigilosos de clientes, permitindo manipulações para cometer fraudes financeiras. O esquema era estruturado com funções bem definidas: aliciadores recrutavam participantes, instaladores posicionavam os dispositivos clandestinos, operadores financeiros realizavam as transações ilícitas, e líderes coordenavam as ações.

Agências-alvo e locais de atuação

SESC PICASSO

As fraudes ocorreram em agências do Banco do Brasil situadas no Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Vila Isabel e no Centro do Rio. Além disso, unidades em Niterói, Tanguá, Nilópolis e Duque de Caxias também foram alvo. A operação Chave Mestra, como foi batizada, identificou que, em oito meses, o grupo conseguiu invadir os sistemas de segurança de diversas agências, agindo de maneira organizada e contínua.

Desdobramentos da operação

Os mandados, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, estão sendo cumpridos em localidades como São Gonçalo, Taquara, Barra da Tijuca, Praça Seca, Magé, Pechincha, Cidade de Deus, Magalhães Bastos e Irajá. Os suspeitos estão sendo investigados pelos crimes de organização criminosa e invasão de dispositivos de informática. A investigação teve início com informações fornecidas pela Unidade de Segurança Institucional do Banco do Brasil, que identificou irregularidades e notificou as autoridades.

Impacto da operação

A ação busca desarticular uma rede criminosa que, além de causar prejuízo milionário, comprometeu a segurança de dados de clientes e a confiança no sistema financeiro. A operação segue em andamento, e novos desdobramentos são aguardados.

Fonte: ABr
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