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Economia

INSS propõe acordo para devolver descontos ilegais a aposentados e pensionistas

Vitória News 03/07/2025 07:35

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de acordo que pode garantir o ressarcimento de aposentados e pensionistas prejudicados por descontos ilegais em seus benefícios. Caso o STF homologue a proposta, os pagamentos começam em 24 de julho e serão realizados a cada 15 dias.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O foco do acordo é devolver os valores referentes a mensalidades associativas descontadas sem autorização dos contracheques de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no período entre março de 2020 e março de 2025. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões tenham sido indevidamente subtraídos nesse esquema fraudulento, investigado pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.

Segundo a AGU, “a homologação é necessária para dar segurança jurídica ao processo de devolução dos valores descontados”. Ainda segundo o órgão, será feito pedido para que o ministro Dias Toffoli determine a abertura de crédito extraordinário no orçamento federal, além da exclusão desses valores do teto de gastos da União nos anos de 2025 e 2026.

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Como funcionará o ressarcimento

Caso o acordo seja aprovado pelo STF, a devolução dos valores será feita da seguinte forma:

  • Pagamento quinzenal a partir de 24 de julho;

  • 1,5 milhão de beneficiários por lote;

  • Valores corrigidos pelo IPCA, índice oficial da inflação;

  • Adesão voluntária por parte dos beneficiários, mediante solicitação nos canais do INSS;

  • Ressarcimento automático para idosos com mais de 80 anos, quilombolas e indígenas, por serem considerados grupos vulneráveis.

Canais para solicitação do ressarcimento

Os pedidos poderão ser feitos por:

  • Aplicativo Meu INSS;

  • Central telefônica 135;

  • Agências dos Correios.

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Regras para quem já acionou a Justiça

Aqueles que já moveram ações judiciais contra o INSS deverão desistir dos processos para aderir ao acordo. Em troca, o INSS pagará 5% de honorários advocatícios sobre o valor devolvido, para ações individuais ajuizadas até 23 de abril de 2025.

Procedimento de contestação

Caso um beneficiário conteste um desconto:

  • O INSS notificará a entidade associativa, que terá 15 dias para comprovar autorização ou devolver os valores via Guia de Recolhimento da União (GRU);

  • Caso a entidade não comprove ou não devolva os valores, o INSS efetuará diretamente o reembolso ao beneficiário.

Efeitos jurídicos do acordo

Se homologado, o acordo implicará:

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  • Extinção de ações individuais e coletivas com quitação integral ao INSS;

  • Afastamento de pedidos por danos morais e de aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) ao INSS;

  • Obrigatoriedade de contestação administrativa prévia antes da via judicial;

  • Responsabilização das entidades envolvidas nos descontos irregulares, com medidas adotadas pelo próprio INSS.

Prevenção de novas fraudes

O INSS também se compromete a revisar suas normas e procedimentos internos para evitar novos casos de fraude relacionados a descontos associativos.

Conciliação entre instituições

O acordo foi construído de forma conjunta entre a AGU, o INSS, o Ministério da Previdência Social, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF). Todos os órgãos integram a mesa de conciliação aberta pelo ministro Dias Toffoli, do STF.

Até o momento, a Justiça Federal já bloqueou R$ 2,8 bilhões em bens de empresas e investigados envolvidos no esquema.

Fonte: ABr
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