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Economia

INSS devolve valores a servidores após acordo pelo fim da greve, mas parte segue parada

FolhaPress 11/10/2024 15:52

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) devolveu valores salariais ao servidores que fizeram greve em julho, agosto e parte de setembro, e que fecharam acordo de fim do movimento com o instituto. Os demais, que ainda estão parados, terão desconto de parte dos dias.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O instituto pagou o montante descontado de 10 de julho a 29 de setembro, mas irá anotar ponto de greve para quem fez paralisação e deixou de trabalhar.

No caso dos trabalhadores vinculados à Fenasps (Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social), única central que não aceitou o acordo de greve, haverá desconto salarial a partir de 30 de setembro.

A greve do instituto, que começou no dia 10 de julho, praticamente chegou ao fim, após a assinatura do acordo de greve com a CNTSS (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social) e a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal).

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Hoje, cerca de cem servidores seguem parados, a maioria ligados a sindicatos da Fenasp. Em São Paulo, o SINSSP, sindicato que faz parte da base da Condsef, e o Sinpresv, ligado à Fenasps, não aceitaram os termos propostos pelo governo e seguem parados.

A categoria vem traçando um cabo de guerra com a direção do INSS. Dois processos foram protocolados na Justiça e acabaram extintos. O último deles foi encerrado nesta semana, por iniciativa da Fenasps, após entender que uma das suas reivindicações havia sido atendida.

A federação buscava o fim do desconto dos dias parados e da anotação de falta injustificada dos grevistas, o que pode gerar processo administrativo e até demissão. Com o pagamento do dias parados após o fechamento dos dois acordos, mesmo os servidores de sindicatos ligados à Fenasps não terão o desconto.

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Já o INSS havia buscado a Justiça contra a greve. O instituto foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que validou o primeiro acordo de fim da paralisação assinado pela CNTSS. Com isso, o processo inicial foi extinto.

Os servidores parados foram à Brasília nesta semana de fizeram diversos tipos de protesto. Um deles envolveu o enterro simbólico da Previdência Social. Nesta sexta-feira (11), conseguiram conversar com o ministro Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, que se comprometeu a intermediar negociações no MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos).

Para o INSS, porém, a greve está encerrada e quem não assinou o acordo ficará de fora na nova rodada de negociações, que prevê mudanças na carreira e, consequentemente, trará novos aumentos salarias.

O instituto diz considerar que o movimento chegou ao final mesmo com a não aceitação das negociações por parte da Fenasps e pelo SINSSP, sindicato dos técnicos do seguro social de São Paulo, já que há uma decisão judicial confirmando as negociações.

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Além disso, com duas entidades aceitando os termos, há maioria, já que hoje são três confederações de servidores do órgão.

O acordo de greve garante aos servidores reajuste de 9% em janeiro de 2025 e 9% em abril de 2026, além de reestruturação da carreira, que passará de 17 para 20 níveis. A categoria será uma das que terá o maior aumento acumulado ao final dos três anos.

Os servidores do INSS, assim como todo o funcionalismo público, tiveram reajuste de 9% em 2023, no início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após passarem cerca de cinco anos sem alta salarial.

O INSS tem quase 19 mil servidores em todo o país, mas chegou a ter 25 mil em 2015. São 15 mil técnicos responsáveis por quase todos os serviços do órgão e 4.000 analistas.

Um milhão de pedidos de benefício chegam para análise mensalmente, segundo os sindicatos que representam a categoria. A falta de pessoal é um dos motivos para a paralisação.

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