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Economia

Indústria leva aos presidenciáveis plano para reduzir Custo Brasil

Documento da CNI propõe agenda até 2050 para melhorar ambiente econômico, estimular investimentos e fortalecer a competitividade do país

Vitória News 23/06/2026 10:35

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou a pré-candidatos à Presidência da República uma agenda de propostas para melhorar o ambiente econômico, reduzir entraves à produção e ampliar a competitividade do Brasil nas próximas décadas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O documento, chamado Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis, foi entregue nesta segunda-feira (22), durante evento no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Participaram do encontro os pré-candidatos Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além de representantes do setor produtivo.

Realizado desde 1994, o encontro é promovido pela CNI em anos de eleição presidencial e funciona como espaço de diálogo entre a indústria e os nomes que pretendem disputar o comando do país.

Segundo a entidade, o próximo governo terá o desafio de construir uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo, capaz de estimular investimentos, elevar a produtividade e enfrentar problemas estruturais que encarecem a produção nacional.

A agenda apresentada pela CNI reúne propostas organizadas em 18 temas estratégicos. Entre eles estão macroeconomia, política industrial, comércio exterior, inovação, desenvolvimento regional, sustentabilidade, educação, energia, transporte, financiamento, tributação, segurança jurídica, ambiente regulatório, saneamento básico e modernização trabalhista.

SESC PICASSO

Um dos principais pontos do documento é o enfrentamento do chamado Custo Brasil, conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que aumentam os gastos das empresas, reduzem a capacidade de investimento e afetam os preços de produtos e serviços.

Para a CNI, a revitalização da indústria é considerada essencial para gerar empregos de maior renda, fortalecer a economia e ampliar a competitividade brasileira no cenário internacional.

O documento também defende que o país combine estabilidade macroeconômica, políticas produtivas e reformas microeconômicas. A avaliação da entidade é que o Brasil não conseguiu avançar de forma consistente nesses três eixos nas últimas décadas, período em que a indústria perdeu participação na economia.

Durante o encontro, os pré-candidatos apresentaram suas visões sobre o país e dialogaram com empresários sobre temas considerados prioritários para o crescimento sustentável, a inovação e a geração de empregos.

A CNI afirma que a proposta não é uma pauta apenas setorial, mas uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico e social do país até 2050.

Fonte: Br61.

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