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Economia

Indústria do ES contribui para a construção do Plano Nacional de Logística 2050

Vitória News 09/05/2025 09:39
O Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), que visa definir o futuro da infraestrutura logística do Brasil, está em fase de elaboração. Neste momento, empresas do setor produtivo têm a oportunidade de colaborar com o processo respondendo a uma pesquisa lançada pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), vinculada ao Governo Federal. A pesquisa estará disponível até o dia 12 de maio (segunda-feira) no site: findes.online/pesquisapnl2050. A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), junto a outras federações industriais do país, apoia a divulgação e a aplicação da pesquisa. Paulo Baraona, presidente da Findes, destaca que este é o momento de mostrar ao Ministério as reais necessidades do Espírito Santo, que abriga mais de 20 mil empresas industriais de diferentes portes e segmentos. “Temos uma localização privilegiada e uma abertura comercial superior à do país. Mas, para aproveitarmos nosso potencial, aumentar a produtividade da indústria e desenvolver o país, é fundamental consolidar o Espírito Santo como um hub logístico, trazendo mais investimentos para a infraestrutura das nossas rodovias e ferrovias”, afirma. A pesquisa, que está sendo conduzida nesta fase inicial do PNL 2050, tem como objetivo reunir dados essenciais para a construção das matrizes de origem-destino de pessoas e de cargas, além de mapear a rede nacional de transporte e desenvolver um modelo de simulação. Para isso, o Governo Federal, em parceria com a Fundação Dom Cabral, realizará uma pesquisa qualitativa para entender a dinâmica da produção brasileira e aprimorar as projeções para o seu crescimento. Ramón Cunha, especialista em infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destaca que, historicamente, o Brasil investe cerca de 2% do seu PIB em infraestrutura, sendo que o setor de transporte recebe apenas 0,6% a 0,7% desse total. “Esse valor está muito aquém do necessário para modernizar a infraestrutura de transportes, especialmente se pensarmos no horizonte de 20 anos”, alerta Cunha. O PNL 2050 visa elaborar um planejamento estratégico para a movimentação de cargas, considerando os diversos modos de transporte. O objetivo é identificar as necessidades e oportunidades de investimento para garantir um sistema logístico integrado, eficiente e competitivo, no qual a infraestrutura do setor de transportes seja um dos pilares do desenvolvimento do país. A primeira fase da elaboração do PNL, que está em andamento, coleta informações essenciais sobre os fluxos de cargas e pessoas e as rotas estratégicas. Os dados obtidos por meio da pesquisa irão orientar as próximas etapas, que incluem o diagnóstico do sistema de transporte atual, a definição de prioridades de intervenção e a elaboração de um cenário a longo prazo, com foco nas metas para 2050. Além da pesquisa, as matrizes de origem-destino de cargas do PNL 2050 estão disponíveis para consulta pública no Portal do PIT (pit.infrasa.gov.br/), em formato de dados abertos e por meio de mapas e painéis interativos. Contribuições e críticas sobre as matrizes podem ser feitas até o dia 12 de maio na Plataforma Participa + Brasil. A segunda etapa do processo envolverá a elaboração de um diagnóstico detalhado das deficiências do sistema de transportes do Brasil. A terceira fase irá focar na definição de objetivos e prioridades para corrigir essas falhas. Por fim, a quarta etapa consistirá na criação de um cenário-meta para o sistema de transportes, com intervenções regulatórias e de infraestrutura previstas até 2050. Participação da Findes no evento regional A Findes participou do Encontro Regional Sudeste do Plano Nacional de Logística 2050, realizado em 22 de abril na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Durante o evento, Paulo Baraona ressaltou a importância da integração logística nacional e do diálogo contínuo entre o setor produtivo e o governo na construção do planejamento estratégico. “Acredito que o diálogo para a construção das matrizes seja um excelente exemplo de transparência e colaboração do setor produtivo nas discussões de políticas públicas. Quando participamos desse processo, temos mais segurança de que os dados contidos nos estudos reflitam a realidade dos fluxos industriais e das rotas estratégicas de escoamento”, afirmou.
Fonte: Findes
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