Pesquisa da CNI mostra que reforma tributária, equilíbrio fiscal, crédito e estímulo à produção estão entre as prioridades dos empresários
A redução de impostos e a consolidação da reforma tributária aparecem como as principais demandas da indústria para o próximo presidente da República. Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 29% dos empresários colocam essa agenda no topo das prioridades para os próximos quatro anos.
Em seguida, aparecem o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, citados por 22% dos entrevistados. Medidas de incentivo à indústria e à produção vêm logo depois, com 21%.
A sondagem foi divulgada nesta segunda-feira (22), durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, realizado em Brasília com a presença de pré-candidatos e lideranças empresariais.
Para a CNI, o resultado mostra que o setor produtivo espera uma política econômica mais favorável ao investimento, com menos entraves, maior previsibilidade e redução do chamado Custo Brasil. A entidade defende que políticas fiscal, monetária e industrial estejam mais alinhadas para estimular a produção e elevar a competitividade do país.
Quando a pesquisa considera as prioridades para melhorar o ambiente de negócios, a redução dos impostos e a consolidação da reforma tributária aparecem com 45% das menções. Na sequência estão a redução dos juros e a ampliação da oferta de crédito, com 26%, e os incentivos à indústria e à produção, com 21%.
A CNI também perguntou quais áreas devem receber mais atenção do poder público. Em emprego, 71% dos empresários defendem a redução dos impostos sobre a folha de pagamento. Na saúde, 48% apontam o combate à corrupção e ao desvio de verbas do SUS. Na segurança, 45% citam o enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado.
Na economia, 42% mencionam o controle dos gastos públicos e a redução de impostos. Na educação, 38% destacam a necessidade de melhorar a capacitação dos professores.
Os empresários também avaliaram os fatores que mais prejudicaram a indústria nos últimos 12 meses. Em uma escala de 1 a 5, a elevada carga tributária recebeu nota média de 4,4. A indisponibilidade de mão de obra e a taxa de juros elevada ficaram com 4,1. A instabilidade política recebeu nota 4,0.
A preocupação com os juros também aparece nas respostas sobre a política econômica. Para 72% dos industriais, a principal medida para permitir uma redução sustentável das taxas é o corte de gastos públicos, com impacto sobre a dívida. A autonomia do Banco Central foi citada por 11%, enquanto 6% defenderam maior concorrência entre instituições financeiras.
Em relação aos investimentos para os próximos quatro anos, 41% dos empresários disseram que pretendem manter o nível atual de aportes. Outros 28% afirmaram que planejam ampliar os investimentos. Já 9% preveem redução, e 20% não pretendem investir no período.
As propostas apresentadas pela CNI fazem parte do documento Construindo o Brasil 2050, que reúne recomendações sobre temas como macroeconomia, política industrial, inovação, comércio exterior, energia, infraestrutura, sustentabilidade, sistema tributário e segurança jurídica.
Fonte: Br61.