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Economia

Ibovespa sobe com procura por ativos de risco no exterior e eleição em foco

Estadão Conteúdo 21/09/2026 18:03

O Ibovespa começou a semana com um desempenho bastante positivo ao terminar a sessão desta segunda-feira, 21, em alta de 0,74%, bem próximo aos 187 mil pontos (186.595,60 pontos). O tom positivo do mercado local acompanhou, em parte, a maior propensão à tomada de risco pelos investidores no exterior, com o petróleo em firme baixa, e também as expectativas de uma alternância de poder nas eleições.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo Júlio César de Paula, gestor de renda variável na Selo Capital, o petróleo caiu como resultado de uma sinalização de disponibilização de barris por parte da Arábia Saudita, "de forma a amenizar os impactos na oferta da commodity, após ataques árabes contra os houthis no Iêmen". Isso teve efeito direto no rendimento das Treasuries e em ativos de risco globalmente - o EEM, maior ETF de mercados emergentes negociado em Nova York, subiu 2,69%.

"O petróleo mais baixo significa uma inflação mais baixa. Consequentemente, as curvas de juros tendem a fechar e isso é positivo para os ativos de risco como um todo", afirma Guilherme Miranda, head de Execução e Trading da Angatu Private.

SESC PICASSO

De um lado, os investidores reajustam as carteiras de olho nos efeitos do petróleo para a inflação, mas, de outro, também reduzem a exposição à Petrobras, já que preços mais baixos do petróleo representam ganhos de margem menores para a empresa. Foi a queda das ações da petrolífera (-0,99% a ON e -1,03% a PN) que limitou o desempenho do Ibovespa no dia, ao lado da baixa de 1,12% da Vale.

Aspectos locais também continuam pautando os negócios. Nesta segunda, informações sobre o plano econômico de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), que incluem o fim de impostos anunciados no governo do presidente Lula (PT), também ampararam a performance do Ibovespa.

CONTADOR - BONUS

As propostas econômicas dos candidatos à Presidência ganham cada vez mais relevância enquanto o mercado financeiro espera por novas pesquisas eleitorais que endossem a chance de uma alternância de poder, na esperança de que a vitória de uma chapa à direita represente maior austeridade fiscal.

Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, destaca a expectativa para novos levantamento de intenção de voto, como os que saem nesta semana. "Pesquisas recentes vão confirmando esse favoritismo do Flávio, o que colabora com perspectivas fiscais melhores. Com isso, vemos, por exemplo, taxas longas caindo e ativos de risco melhorando por aqui também", afirma.

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