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Economia

Haddad diz que pode deixar Fazenda para assumir função na campanha de 2026

FolhaPress 08/07/2025 17:00

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Fernando Haddad, da Fazenda, afirmou nesta terça-feira (8) que poderia assumir a coordenação da campanha ou do programa de governo de uma eventual candidatura de Lula nas eleições presidenciais de 2026.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Eu poderia assumir função na campanha, não teria problema", disse Haddad em entrevista ao Portal Metrópoles, ponderando que gostaria de ficar até o fim do mandato à frente da pasta econômica. "Se eu for coordenar a campanha eu não posso ficar [até o final, ou] se eu for coordenar o programa de governo [como em 2018]".

Haddad disse que não há decisão tomada, no entanto, e que o presidente não pediu que ele seja candidato ao governo do estado de São Paulo. "Eu não acredito que o presidente vá me pedir isso".

Questionado sobre se o próprio Lula será candidato, ele afirmou que sim e afastou comparações entre o mandatário, que fará 80 anos em outubro, e o ex-presidente americano Joe Biden, que tinha 82 ao deixar o cargo no ano passado, demonstrando fragilidade e lentidão nas aparições públicas.

SESC PICASSO

"Quem compara deveria tentar acompanhar a agenda do Lula por uma semana. Se aguentar, pode falar se está fraco", afirmou o ministro. Segundo a última pesquisa Datafolha, Lula lidera os cenários de primeiro turno em 2026 e empata com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo.

O chefe da Fazenda também minimizou as pesquisas de opinião, que mostram o governo com 40% de desaprovação, e argumentou que elas também mostram percepção de melhora na vida -33% dos brasileiros dizem que nos últimos meses a sua situação econômica piorou, enquanto 28% dizem que ela melhorou.

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O ministro atribuiu os índices de popularidade do governo à dificuldade da militância de travar a disputa nos meios digitais, e disse ver um PT que vive seu momento de digitalização. "O PT vai perceber que sua sobrevivência depende desse tipo de embate", afirmou.

Na conversa com o Metrópoles, Haddad disse ainda que deve se encontrar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), nesta semana, e defendeu que as casas de apostas virtuais (bets) devem receber tratamento semelhante ao das fabricantes de cigarro e bebidas alcoólicas.

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